Apelo extremo por mudanças

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/03/2014
Nota tradicional: 9.5
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    Com a crescente criminalização no Brasil dos dias atuais, as pessoas mostram-se indignadas com atos criminosos em seus bairros e cidades, cometidos por indivíduos cada vez mais jovens, e estão regredindo no tempo, fazendo justiça com as próprias mãos. Essa demonstração de revolta da população ratifica os problemas no policiamento, e mais afundo, na educação brasileira. A busca por justiça existe, e assinala a falta de confiança das pessoas no sistema judiciário brasileiro.

    Tudo começa pela educação, e assim sempre deve ser. A educação expande a mente das pessoas e proporciona a capacidade de refletir, gerando um nível maior de maturidade e desenvolvimento intelectual. E a causa da maioria das problemáticas no mundo se deve à falta da devida educação, abrangendo tanto os infratores quanto os denominados justiceiros, mostrando que ambos estão equivocados, pois buscam a violência como alternativa.

    O sentimento de igualdade e fraternidade idealizado por muitos esmiúça-se frente a casos presenciados no mundo moderno do século XXI. Os justiceiros, hipnotizados pelos sentimentos de raiva e vingança, desacreditados das leis e do sistema judiciário, sentem-se desamparados quanto à proteção em suas cidades e decidem agir. Cometem crimes agindo ilegalmente com agressões físicas à a criminosos ou mesmo suspeitos, e perdem sua razão.

    É verdade que os justiceiros estão errados e devem ser punidos, porém, não ignorados. Porque também é verdade a precária situação do país como um todo. Essas pessoas estão, de maneira errônea, tentando alertar para todos que assim como está, o Brasil não pode ficar. As pessoas estão exaustas de ver todos os dias casos de atrocidade humana, por vezes saindo impune. E penitenciárias continuam superlotadas, com péssimas condições de ressocialização dos indivíduos lá colocados. A corrupção não tem fim em vários setores da sociedade, e o caos está sendo estabelecido.

    O governo brasileiro deve começar pela base social, modificando as consideráveis falhas no policiamento do país, em relação à preparação física e moral, à remuneração e à carência de policiais, através de cursos preparatórios e reajuste de salários. Devem haver expressivos investimentos em educação com aumento do salário de professores, os formadores de cidadãos, e melhorias na estrutura e na alimentação das escolas. Com as mudanças necessárias, a sociedade estará caminhando para um país conscientizado.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos