Justiça com as próprias mãos, é realmente justiça?
Tema: Justiça com as próprias mãos?
O Brasil passa por um processo, deixando marcas muitas vezes desagradáveis na sociedade brasileira, tais como a falha na justiça, desvalendo do direito de ir e vir em segurança. Mas fazer justiça com as próprias mãos tende a piorar a situação, assim como discorrer* da discórdia e da falta de segurança no próximo.
Nos últimos dias tem-se ouvido nos noticiários sobre um novo grupo de pessoas que resolveram se unir para fazer justiça com as próprias mãos(,) “os justiceiros”, mas será essa a melhor forma de resolver as falhas e dificuldades do país? No dia 02/03, segunda de carnaval, um jovem de 16 anos foi morto a socos injustamente pelos justiceiros que alegavam que este era pedófilo.Nesse contexto os justiceiros estão sendo muito mais falhos do que a justiça.
Ao analisar os recentes acontecimentos no Rio de Janeiro, Atila Roque , diretor-executivo da Anistia internacional, afirma que “o país tem que escolher entre o estado de direito ou a barbárie”. Em noticiários e até mesmo nas ruas, é possível perceber alguns brasileiros que concordam e apóiam as atitudes dos “justiceiros”; mas será que o apoio populacional a esse grupo não pode acabar gerando mais preconceito e alienação de algumas em relação a algumas raças** e etnias? Será que o preconceito iria dominar? É importante refletir sobre atitudes futuras antes de concordar ou apoiar algo que poderá depois prejudicá-lo.
É imprescindível refletir sobre os direitos humanos, nos qual quais têm por base a luta universal contra a opressão e a discriminação, tais fatos que o Brasil vem lutando a há décadas para destruir.
Por fim, a reflexão das pessoas em relação as às atitudes dos justiceiros tem que ser muito bem analisados feita***, pois passar por cima da lei e fazer justiça com a própria mão, tem seus prós e seus contras. A justiça falha, mas um civil tende a falhar muito mais. A barbárie ou o estado de direito? Esse último falha, mas falha muitas vezes por esperar, para que inocentes não paguem por crimes de outros. O Brasil é um Estado Democrático de Direito, portanto os “justiceiros” também cometem crime ao degradar a imagem um cidadão que tem seus direitos. Será a violência mais uma vez o final desse país?
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |