Justiceiros por quê?

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/03/2014
Nota tradicional: 8.5
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

A insegurança é uma característica comum nos estados brasileiros, principalmente longe das grandes metrópoles, aonde o governo parece estar menos presente. E quem pode garantir aos humildes cidadãos se o governo está ou não presente, quando sua principal função – a de manter a segurança – não está sendo devidamente cumprida?

            O cidadão que se intitula “justiceiro”, viu-se abandonado pelo governo quando este não o protegeu. Se não tem quem o proteja, a auto-defesa é justificável. Mas não basta se proteger, pois o cidadão se cansa deste trabalho (que não é dele) e decide então punir os que vão contra sua segurança, descarregando no criminoso o que o estresse de ter que se proteger o causou.

            No final das contas, temos cidadãos estressados e violentos, tão perigosos quanto os próprios criminosos contra quem se voltam. Mas quem é o culpado? Os criminosos que se beneficiaram da impunidade do governo? Os “justiceiros” que foram praticamente abandonados pelo governo? Ou, é claro, o próprio governo?

            Claramente, o governo foi a raiz de onde cresceu todo este mal e o mal deve ser tratado pela raiz! Sendo assim, o governo é quem deve reverter todo este processo, primeiramente, recuperando o controle da segurança, tirando a necessidade de “justiceiros”. Em seguida, punindo os justiceiros mais radicais, que excederam a pura auto-proteção. E por final, mas o mais importante, educar os cidadãos à a respeitar as leis e não confundir justiça com barbárie.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos