Estado de barbárie

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 11/03/2014
Nota tradicional: 7.5
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Desde a Antiguidade as pessoas persistem com a ideia da justiça feita com as próprias mãos. A Lei de Talião já fazia referência à reciprocidade quanto à pena dos crimes cometidos, tendo sua expressão máxima na frase: “olho por olho, dente por dente”. O que se vive atualmente não é diferente, essa ideologia ainda encontra-se fortemente presente na sociedade.

Há vários agravantes para a utilização de atos violentos tentando obter a punição dos crimes cometidos, no entanto, o que mais se destaca é o sentimento de impunidade que está presente na maioria dos cidadãos. Isso decorre de uma atuação falha por parte do Estado, que deixa pairando a insegurança na maioria das cidades. Pessoas que se autodenominam de “os justiceiros” tentam fazer o papel, mesmo que de forma errada, que deveria ser executado por instituições governamentais.

Recentemente foi mostrado na mídia o caso do jovem acorrentado ao poste por “justiceiros”. O ocorrido não é algo novo, pelo contrário, o que está acontecendo é uma maior exposição dos casos em função de ferramentas de comunicações mais realistas.  Porém(,) ainda não se sabe qual a maneira correta de reagir diante de uma situação constrangedora como esta, apesar de ser comum, não só em rincões do país, mas também nas grandes metrópoles.

O estado de barbárie vivido por todo o Brasil é consequência da impunidade na justiça. Não só nela dela, mas também na da educação, que tem uma enorme disparidade se comparadas regiões, (;) na da saúde, que deveria ser de boa qualidade para todos, e ainda na da segurança, sem a necessidade de a sociedade tomar atitudes por si só. É preciso que a justiça seja rápida e, principalmente, eficiente, que crimes sejam punidos de acordo com a lei e que a lei seja mais rigorosa, que os condenados cumpram suas penas exemplarmente. 

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos