Justiça, dever de quem?
Tema: Justiça com as próprias mãos?
Violência. Mortes. Impunidade. Insatisfação. Justiça com as próprias mãos. Esse é o atual cenário brasileiro. Muitos casos da ação dos cidadãos contra os meliantes só refletem a sede de justiça que todos sentem. No entanto, observa-se algo contraditório: seria uma vitória sobre a violência com a própria violência?
O que gera a ação desses “justiceiros” é o descrédito quanto ao sistema de segurança pública. A população cansou de tanta insegurança, dos vários casos que presenciam não apenas no noticiário, mas em seus próprios bairros. A impunidade e consequente aumento da violência de que somos reféns, torna todos insatisfeitos e leva muitos a agir por si próprios.
Todavia, violência por violência, brutalidade por brutalidade não pacificam um país. Boa parte do povo apoia a ação desses que agem com as próprias mãos, que na verdade, se igualam aos que sofrem a agressão. Isso não é o correto, e, não só por ferir os direitos humanos, mas por aprofundar a violência em nossa sociedade já tão corrompida por esse mal. É ter, por exemplo, crianças crescendo e vendo seus pais agredindo ou mesmo comentando a favor da crueldade enquanto assistem a um telejornal, o que afeta com todo seu psicológico. Essa situação deve ser evitada por uma população mais consciente de todos os riscos.
A justiça com as próprias mãos é um problema social que necessita de atenção urgente. Portanto, cabe ao judiciário o dever de atender ao incessante pedido da população por melhorias na segurança pública, impondo maior rigidez na execução das leis, promovendo melhorias no sistema carcerário e mesmo por realizando parcerias com ONG’s e empresas que criem programas possibilitando a à sociedade uma maior conscientização. Enfim, é necessário dá dar a à população a credibilidade de um sistema de segurança eficaz nas mãos de quem o deve fazer, e bem feito.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |