A barbarização da vida em sociedade

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 07/03/2014
Nota tradicional: 9
Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)

   O antigo Império Romano do Ocidente esfacelou-se devido a vários motivos, dentre eles as invasões bárbaras. Os povos bárbaros eram notadamente conhecidos pela violência com que tratavam seus inimigos. Assim, o Estado Romano conheceu sua decadência e a barbarização da vida urbana.

   Na contemporaneidade, a população das grandes metrópoles brasileiras tem testemunhado um fenômeno frequente: o ato de cometer justiça com as próprias mãos. Evidentemente, as causas da violência urbana são antigas. A falta de investimentos nas áreas sociais, especialmente  a educacional, é uma delas.

   Conseguintemente, o não atendimento às demandas sociais gerou - e gera - uma camada de indivíduos socialmente excluídos, os quais ficam expostos às mazelas da pobreza. Ademais, a descrença nas leis e no poder público abre espaço para que justiceiros cometam atrocidades contra supostos criminosos. Então, assim como os antigos povos bárbaros, nossa sociedade é conivente com a violência e nada faz para combatê-la.

    Além disso, setores da imprensa tem têm tecido comentários irresponsáveis ao defender aqueles que cometem justiça com as próprias mãos. Um bom exemplo que ilustra essa assertiva é o caso do adolescente amarrado a um poste, no Rio de Janeiro, que chamou a atenção do país, quando uma jornalista de uma grande emissora (de) televisão defendeu esse tipo de atitude em rede nacional. Obviamente, isso denota apologia ao crime e evidencia o estado de violência em que vivemos.

    Portanto, os problemas de violência urbana são graves e o ato de cometer crimes para combater crimes mostra-se ineficaz e desumano. Caso nossa sociedade continue com essa mentalidade, caminharemos em direção à barbarização da vida urbana.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos