Justiça com as próprias mãos: uma solução imprecisa

Tema: Justiça com as próprias mãos?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 06/03/2014
Nota tradicional: 4
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   O surgimento de grupos os quais que acreditam que é necessário que a própria população realize o julgamento e penalização dos atos ilícitos, ocorreu mais explícita e intensamente a partir das manifestações dos últimos meses. Entretanto, o fato do Estado se omitir frenquentemente na execução de punições ao infringimento de leis é uma justificativa plausível a tal violência?

   O Brasil se constitui em uma república federativa, isto é, os três poderes políticos são divididos para que não ocorra a concentração de poderes em um único indivíduo. Nesse interím, devido à atual ineficiência de segurança pública, o governo falha com a população, criando um sentimento generalizado de impotência e insegurança. Em resultado disso, os “justiceiros” transpassam tal regime político nacional - pois, ao mesmo tempo, julgam e executam suas soluções- sendo que o respeito ao mesmo é imprescindível para se assegurar o convívio coletivo.

   Os grupos de extermínio ou as milícias julgam a partir de suas convicções morais individuais, as quais não se pode garantir se estão de acordo com a  Constituição, respeitando o livre-arbítrio de cada indivíduo social. Com isso, a “justiça” de tal parcela da população é ambígua, sendo suscetível a dúvidas acerca de seu comprometimento e eficácia com a segurança nacional.

   Em virtude dos fatos citados, é essencial a conscientização coletiva perante o fato de que é necessário uma mudança gradual em detrimento de uma repentina e conturbada na organização do sistema governamental do país. Dessa forma, ao invés de buscar a justiça pela violência, deve-se perseguir diferenças através do sufrágio, escolhendo os seus representantes com sensatez, para que haja reivindicações exequíveis.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 0.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 0.5
Nota final 4

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos