Barbárie em Cadeia
Tema: Justiça com as próprias mãos?
O aumento da violência é claramente visível no território brasileiro, porém, os investimentos em segurança não crescem em proporção análoga. Devido à falta de policiamento e situação de abandono eis que um fenômeno social veio à tona: “justiça com as próprias mãos.” Seus praticantes autodenominam-se “justiceiros”, contrariando normas e os Direitos Humanos.
Todos os anos, a violência deixa seu rastro de sangue. Assaltos e latrocínios, por exemplo, têm gerado uma onda de medo na sociedade civil. Diante disso, surgem os “justiceiros”, cujo objetivo é penalizar suspeitos sem acionar os meios judiciais. O indivíduo que cometer algum ato criminoso estará sujeito à “violência reversa”, passando por momentos de constrangimento até o homicídio, sendo o último considerado crime hediondo.
As opiniões em relação a isso divergem. De um lado, os que vêm isso como legítima defesa, devido à carência de policiais nas ruas e da lentidão dos processos penais no judiciário, logo, era esperado esperada alguma ação enérgica. Do outro lado, os que acham esses atos contraditórios com a Lei que vigora, levando ao estado de barbárie. Para esses estes, a punição violenta gera uma reação em cadeia, resultando em mais práticas atrozes e violando os Direitos Humanos.
A penalização pela população é um sinal grave da situação em que se encontra a segurança pública. Isso gera o caos e pode tomar outros rumos. Quando não há interferência do Estado de Direito, cada um faz justiça a seu ver, sendo essa conduta aplicada em diferentes modos.
O necessário a ser analisado é ter uma visão lógica e racional de todos os fatores envolvidos nessa questão, sem uso de estereótipos e partidarismo. Deve-se explanar o ato criminoso e as razões sociais e antropológicas que resultam nesse problema. Além disso, mais recursos devem ser destinados aos órgãos de segurança com uma rígida fiscalização sobre o uso dos mesmos. A Lei deve ser usada para a estabilidade social e as normas de conduta devem ser seguidas fielmente por todos. Só haverá melhorias na segurança pública e em outros setores quando o indivíduo pensar pelo bem da coletividade, respeitando os Direitos Humanos e a Lei vigente.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |