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Não é de hoje que o preconceito contra negros e pobres da periferia existe. Quando os negros foram trazidos para o Brasil, era considerada uma raça que não pensava, e que só serviria para fazer serviços braçais. Uma cultura pobre por si só. Que foi assim transcendendo os tempos. Os negros se “livraram” do tronco e das senzalas, porém foram conduzidos a uma vida na miséria nas periferias.
Os rolezinhos são vistos por uns como uma forma de “manifestação política” e de luta por direitos iguais, para outros como um “bando” a procura de confusão e oportunidades para efetuarem furtos. Para mim, são apenas jovens que combinam encontros nas redes sociais a procura de lazer e divisão diversão. Com a falta de uma infraestrutura nas periferias que oportunizem o encontro desses adolescentes, eles vão à em busca de outros lugares que permita seus “roles”. Quando é dado dada voz á a esses adolescentes, eles explicam que apenas querem diversão e os shoppings foram os escolhidos pela facilidade de acesso.
Ocorreram oportunismos para alguns fazerem roubos, sim ocorreu, porém não é esse o objetivo do encontro. Em todo tipo de grupo existe a laranja pobre, mas não é por conta de uma laranja que a caixa toda deve ser jogada fora. Esses adolescentes merecem nosso respeito. Eles são o futuro. Todos nós temos o dever de pressionar os políticos para dar maiores condições para essas garotada ter parques, praças, ginásios de esportes(,) entre outros que lhes permitam o lazer desejado. Pelo menos eles estão à procura de locais para escutar as músicas preferidas, dançar e se divertirem, o que é um direito, enquanto outros procuram por drogas e oportunidade de roubos. É mais barato pagar infraestrutura dedicada ao lazer do que investir em clínicas de recuperação ou construção de presídios.
O preconceito precisa acabar. Não se pode continuar pré-determinado o que uma pessoa é ou deixa (de ser) pelo tom de pele e a roupa que está usando, como foi feito há 500 anos. Todos nós somos livres para ir e vir ou permanecer em um local público, como os shoppings. Não podemos ser coniventes com essa segregação de pessoas. É preciso tratar todos como iguais.