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Não é de hoje que o preconceito contra negros e pobres da periferia existe. Quando os negros foram trazidos para o Brasil, era considerada uma raça que não pensava, e que só serviria para fazer serviços braçais. Uma cultura pobre por si só. Que foi assim transcendendo os tempos. Os negros se “livraram” do tronco e das senzalas, porém foram conduzidos a uma vida na miséria nas periferias.
Os rolezinhos são vistos por uns como uma forma de “manifestação política” e de luta por direitos iguais, para outros como um “bando” a procura de confusão e oportunidades para efetuarem furtos. Para mim, são apenas jovens que combinam encontros nas redes sociais a procura de lazer e divisão diversão. Com a falta de uma infraestrutura nas periferias que oportunizem o encontro desses adolescentes, eles vão à em busca de outros lugares que permita seus “roles”. Quando é dado dada voz á a esses adolescentes, eles explicam que apenas querem diversão e os shoppings foram os escolhidos pela facilidade de acesso.
Ocorreram oportunismos para alguns fazerem roubos, sim ocorreu, porém não é esse o objetivo do encontro. Em todo tipo de grupo existe a laranja pobre, mas não é por conta de uma laranja que a caixa toda deve ser jogada fora. Esses adolescentes merecem nosso respeito. Eles são o futuro. Todos nós temos o dever de pressionar os políticos para dar maiores condições para essas garotada ter parques, praças, ginásios de esportes(,) entre outros que lhes permitam o lazer desejado. Pelo menos eles estão à procura de locais para escutar as músicas preferidas, dançar e se divertirem, o que é um direito, enquanto outros procuram por drogas e oportunidade de roubos. É mais barato pagar infraestrutura dedicada ao lazer do que investir em clínicas de recuperação ou construção de presídios.
O preconceito precisa acabar. Não se pode continuar pré-determinado o que uma pessoa é ou deixa (de ser) pelo tom de pele e a roupa que está usando, como foi feito há 500 anos. Todos nós somos livres para ir e vir ou permanecer em um local público, como os shoppings. Não podemos ser coniventes com essa segregação de pessoas. É preciso tratar todos como iguais.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |