Não quero viver em 1500.

Tema: Rolezinhos

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/02/2014
Nota tradicional: 8.5
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Não é de hoje que o preconceito contra negros e pobres da periferia existe. Quando os negros foram trazidos para o Brasil, era considerada  uma raça que não pensava, e que só serviria para fazer serviços braçais. Uma cultura pobre por si só. Que foi assim transcendendo os tempos. Os negros se “livraram” do tronco e das senzalas, porém foram conduzidos a uma vida na miséria nas periferias.
    Os rolezinhos são vistos por uns como uma forma de “manifestação política” e de luta por direitos iguais, para outros como um “bando” a procura de confusão e oportunidades para efetuarem furtos. Para mim, são apenas jovens que combinam encontros nas redes sociais a procura de lazer e divisão diversão.  Com  a falta de uma infraestrutura nas periferias que oportunizem o  encontro desses adolescentes, eles vão à em busca de outros lugares que permita  seus  “roles”. Quando é dado dada voz á a esses adolescentes, eles explicam que apenas querem diversão  e os shoppings foram os escolhidos pela facilidade de acesso.
    Ocorreram oportunismos para alguns fazerem roubos, sim ocorreu, porém não é esse o objetivo do encontro. Em todo tipo de grupo existe a laranja pobre, mas não é por conta de uma laranja que a caixa toda deve ser jogada fora. Esses adolescentes merecem nosso respeito. Eles são o futuro. Todos nós temos o dever de pressionar os políticos para dar maiores condições para essas garotada ter parques, praças, ginásios de esportes(,) entre outros que lhes permitam o lazer desejado. Pelo menos eles estão à procura de locais para escutar as músicas preferidas, dançar e se divertirem, o que é um direito, enquanto outros procuram por drogas e oportunidade de roubos.  É mais barato pagar infraestrutura dedicada ao lazer do que investir em clínicas de recuperação ou construção de presídios.
O preconceito precisa acabar. Não se pode continuar pré-determinado o que uma pessoa é ou deixa (de ser) pelo tom de pele e a roupa que está usando, como foi feito há 500 anos. Todos nós somos livres para ir e vir ou permanecer em um local público, como os shoppings. Não podemos ser coniventes com essa segregação de pessoas.  É preciso tratar todos como iguais.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.0
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 8.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos