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A partir de dezembro de 2013 um fenômeno social apelidado de “rolezinho” ganhava notoriedade e repercutia em diversos meios de comunicação. Adolescentes, através de redes sociais(,) programavam encontros em massa nos mais variados shoppings do Brasil com o intuito de diversão, (.) com este deslocamento súbito de pessoas para um determinado local, onde habitualmente não é esperado um volume desta proporção, surgia a reação de surpresa sobre os lojistas e pessoas alheias ao movimento, (.) porém em meio a este acontecimento outro fato também ganhava repercussão: o vandalismo.
A arruaça criada nestes eventos, não é praticada por todos os participantes do encontro, mas sim por alguns baderneiros infiltrados na imensa massa popular, (.) contudo(,) por conta da maioria participante vir da periferia, a baderna sobressaía perante a todos e o evento tornou-se um verdadeiro estigma social.
Excluindo a desordem proporcionada por certos arruaceiros, a intenção do movimento de interação social é válida, pois estes adolescentes estariam aderindo a à “mixofilia” e abandonando a “mixofobia”, afinidade e medo, respectivamente de se misturar com outras pessoas, tais conceitos estão presentes na tese do livro “Confiança e medo na cidade”, do sociólogo polonês Zygmunt Bauman.
Embora muitos questionem sobre qual o melhor lugar apropriado para estes encontros, a prioridade em questão seria o melhor policiamento e conscientização dos participantes acerca das eventuais badernas, para assim decidir qual seria o melhor local para a realização destes eventos, pois sem este diálogo, todo ambiente é passível de vandalismo.
Portanto, em um mundo globalizado onde as relações pessoais passam a ser substituídas por vínculos virtuais, que são muitas vezes superficiais ou cômodas pela fácil vinculação ou desvinculação, os “rolezinhos” utilizam-se da modernidade para promover uma ampla interação no âmbito físico e pessoal, ou seja, criam uma fuga para algo que a sociedade vem perdendo com a globalização e que é intrínseca a à natureza do ser humano: a arte de conviver com os estranhos e a diferença.