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Por anos, uma politica de segregação racial regeu na África do Sul, onde o homem branco civilizado era superior ao homem negro selvagem. Com muita muita luta e sofrimento, o digníssimo Nelson Mandela extinguiu esse regime, conhecido como apartheid. Anos se passaram após esse episódio, e quando todos imaginavam que os indícios da escravidão e do apartheid já haviam se dissipado, 8 de dezembro chega e o tal "rolezinho" acontece.
Eram cerca de 5000 jovens, que assim como adolescentes normais, queriam apenas se reunir para conversar, ouvir música e passar o tempo. Citando assim, percebe-se que não passava apenas de um simples momento de lazer, algo que 98% daqueles jovens vivenciam de vez em nunca. Não era nada de "arrastão", "assalto em grupo", "traficantes armados", era apenas uma simples tarde de diversão.
Mas, como o preconceito racial e social faz parte de ser brasileiro, característica herdada dos queridissimos lusitanos, o improvável ocorreu e a entrada desses jovens ao shopping Metro Itaquera foi negada. Talvez, pelo fato da maioria ter aparência "nao-requisitada para o tipo de estabelecimento" e por mais de 90% ser negro. Se não bastasse isso, esse apartheid social em pleno século 21, os policiais e seguranças presentes no local usarem usaram dos mais drásticos recursos para vetar a entrada desses jovens, como espancamento, pontapés, tiros, pisoteios e insultos.
Com uma notícia dessa, e com tantas pessoas apoiando a atitude desses policiais, já que eram "marginais" - não jovens - que tentavam entrar ali, pode-se concluir que o mundo está regredindo. Ou que os indícios provindos da escravidão e do apartheid nunca foram realmente destruídos, apenas estavam esperando o momento certo de repercutirem. E o que fazer a respeito disso? Ir contra eles, fazer o que esses jovens estão fazendo: organizando centenas de rolezinhos por todo o país, e lutando por seus direitos. Para que talvez esse preconceito e essa desigualdade social acabem de uma vez por todas.