Já deveríamos ter aprendido
Tema: Enchentes: quais são suas causas e como preveni-las?
O Brasil parou recentemente, mais uma vez, para se solidarizar e indignar com outra enchente, desta vez no Espírito Santo. Rio de Janeiro e Santa Catarina são exemplos anteriores do quanto o Brasil precisa focar nesta questão para evitar que mais pessoas percam suas casas, fiquem desabrigadas ou sejam mortas. Com mais esse caso, fica evidente o quão despreparados ainda estamos.
São muitos os exemplos de enchentes no Brasil, do sul ao norte do país. As causas são sempre as mesmas, e as consequências cada vez ficam maiores e difíceis de tolerar, justamente por serem facilmente evitáveis. Por exemplo, se construções irregulares próximas a rios provocam entupimento dos leitos, impedindo que este se desague, é premente que essas casas sejam desocupadas e as pessoas conduzidas para ambiente seguro. Não há muito o que pensar, e sim a fazer - e rápido.
O poder público deve fiscalizar moradias em áreas de risco e agir imediatamente. É desolador perceber o quanto várias tragédias desse tipo poderiam ser evitadas se órgãos responsáveis agissem firmemente e cumprissem seu papel com a população, resguardando seu direito à vida e à dignidade. Torna-se indispensável também que esse mesmo poder público atue no planejamento urbano de forma eficiente, construindo declives nas ruas e galerias pluviais, que possam escorrer, captar e transportar grandes quantidades de água da chuva.
Necessárias ainda são as campanhas de conscientização a fim de que a população jogue lixo em espaços adequados, evitando que bueiros sejam entupidos e que certa quantidade de resíduos os impeçam de drenar toda água acumulada em locais próximos. Precisamos ainda, sobretudo, de forte conscientização ambiental para que seja possível crescer economicamente sem degradar o meio ambiente e sofrer suas inevitáveis e violentas ações, que se voltam contra nós vez ou outra.
Por fim, que a tragédia no Espírito Santo ensine ao país como lidar com as fortes chuvas que aparecem anualmente nos noticiários, e que possamos, a partir da análise de suas causas, evitar consequências já anunciadas e sempre terríveis. Algo que já deveríamos ter aprendido.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 10 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |