Política: uma questão de diversidade

Tema: Religiosos na Política: Democracia ou atentado ao Estado Laico?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 13/12/2013
Nota tradicional: 9.5
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O aumento do número de religiosos na política tornou-se um tema pertinente no Brasil, o qual desperta contradições por parte expressiva da população, mas também satisfação de outros. O fato é que tal participação revela a plena democracia existente nesse país, bem como é necessário que os novos representantes busquem medidas que beneficiem não apenas parcela da sociedade, e sim a sociedade como um todo.

É importante frisar que a participação religiosa na política representa um avanço à sociedade. Uma vez (trecho incoerente) pessoas representando a pluralidade cultural fazem com que diversos pontos de vista sejam adaptados às necessidades da população, o que facilita a criação de projetos que colaboram com o bem-estar social, independente de religião, cor ou posição econômica. Desse modo, a política é enriquecida, já que a democracia tende a ampliar-se, garanti(n)do a soberania popular.

Uma vez no poder, qualquer representante deve favorecer melhorias à população como um todo. Assim, religiosos não podem se guiar apenas pelos dilemas de sua religião para criar leis que atingem toda sociedade, valorizando sua cultura e desmoralizando as demais, já que o Brasil é caracterizado pela pluralidade. Exemplo conflituoso de medidas mal tomadas foi o projeto “Cura Gay”, do deputado federal Marco Feliciano, o qual desrespeitava não só os direitos aos (dos) homossexuais, mas também os inferiorizava como seres humanos.

Diante de tal discussão, percebe-se que a participação de religiosos na política traz à tona pontos positivos e alguns negativos.  O primeiro reforça a questão de todos terem direito a defender suas opiniões  a fim de contribuir com o desenvolvimento do país.  Já (n)o segundo, muitos buscam incutir suas crenças a todos, prejudicando a liberdade de expressão dos cidadãos, assim como ocorreu na Europa, durante a Idade Média, quando seguidores de doutrina contrária à estabelecida pela Igreja eram severamente castigados.

Logo, fica nítido que religiosos – como qualquer cidadão - podem exercer tarefas políticas, contanto que não pressionem a sociedade a seguir/obedecer crenças religiosas, o que não fere a democracia,  mas a enriquece,  além de propor  medidas que viabilizem o respeito mútuo, ressaltando o lema “Brasil: um país de todos”!

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos