Ditadura religiosa: um atentado às liberdades individuais

Tema: Religiosos na Política: Democracia ou atentado ao Estado Laico?

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 12/12/2013
Nota tradicional: 9.5
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 O Brasil como (,) sendo um estado laico, permite a(à) sua população liberdade de culto e (,) com isso (,) reafirma sua grande pluralidade cultural. Na contemporaneidade, ao passo que cada vez mais religiosos assumem cargos políticos, a relação entre política e religião torna-se mais tênue, fato este preocupante, visto que a imposição ideológica exercida por muitos gera exclusão e reprime avanços alcançados em âmbito social.

No decorrer dos últimos anos, projetos de lei como a “Cura Gay” evidenciam claramente os interesses de cunho religioso na tomada de decisões políticas, visto que a implantação de tal lei não promove nenhuma melhoria na qualidade de vida da população e refere-se a impressões totalmente morais. A aprovação desta lei significa um retrocesso para as lutas contra a descriminação e opressões de gênero, pois satisfaz apenas o bel prazer de uma parcela doutrinada segundo a tese de que homosexualismo é uma questão de caráter, e não de orientação sexual como já comprovado pela comunidade científica.

Além disso, o fundamentalismo religioso influindo nas decisões de um país também afeta o progresso de avanços científicos e tecnológicos. Historicamente, esta realidade já foi experimentada, e como consequência, períodos como a Idade Média foram de curto esplendor em razão da opressão conferida pela Igreja à* todas as esferas da sociedade interessadas em descobrir o que na época era considerado pitoresco.

Com isso, pode se afirmar que a ideologia religiosa que atualmente permeia a política brasileira é uma afronta ao estado laico, pois desencadeia um espectro de opressão às minorias “moralmente incorretas” e se traduz em uma barreira ao progresso de setores promissores. Para garantir liberdade individual e laicidade estatal, é necessário que projetos de lei com cunho religioso sejam inviabilizados por órgãos competentes levando em conta seu próprio aspecto moral que contradiz a ética da democracia representativa.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 2.0
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 2.0
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 2.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 2.0
Nota final 9.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos