Ditadura religiosa: um atentado às liberdades individuais
Tema: Religiosos na Política: Democracia ou atentado ao Estado Laico?
O Brasil como (,) sendo um estado laico, permite a(à) sua população liberdade de culto e (,) com isso (,) reafirma sua grande pluralidade cultural. Na contemporaneidade, ao passo que cada vez mais religiosos assumem cargos políticos, a relação entre política e religião torna-se mais tênue, fato este preocupante, visto que a imposição ideológica exercida por muitos gera exclusão e reprime avanços alcançados em âmbito social.
No decorrer dos últimos anos, projetos de lei como a “Cura Gay” evidenciam claramente os interesses de cunho religioso na tomada de decisões políticas, visto que a implantação de tal lei não promove nenhuma melhoria na qualidade de vida da população e refere-se a impressões totalmente morais. A aprovação desta lei significa um retrocesso para as lutas contra a descriminação e opressões de gênero, pois satisfaz apenas o bel prazer de uma parcela doutrinada segundo a tese de que homosexualismo é uma questão de caráter, e não de orientação sexual como já comprovado pela comunidade científica.
Além disso, o fundamentalismo religioso influindo nas decisões de um país também afeta o progresso de avanços científicos e tecnológicos. Historicamente, esta realidade já foi experimentada, e como consequência, períodos como a Idade Média foram de curto esplendor em razão da opressão conferida pela Igreja à* todas as esferas da sociedade interessadas em descobrir o que na época era considerado pitoresco.
Com isso, pode se afirmar que a ideologia religiosa que atualmente permeia a política brasileira é uma afronta ao estado laico, pois desencadeia um espectro de opressão às minorias “moralmente incorretas” e se traduz em uma barreira ao progresso de setores promissores. Para garantir liberdade individual e laicidade estatal, é necessário que projetos de lei com cunho religioso sejam inviabilizados por órgãos competentes levando em conta seu próprio aspecto moral que contradiz a ética da democracia representativa.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |