Privacidade pública
Tema: Espionagem
O rápido e crescente desenvolvimento tecnológico das últimas décadas transformou a humanidade, trazendo possibilidades, outrora, inimagináveis. As perspectivas de tempo e espaço passaram por um processo de completa reformulação; visto que, as [sem vírgula] tecnologias cada vez mais inovadoras permitem que as informações transitem em um curtíssimo (ou ainda desconsiderável) período de tempo, transpondo quaisquer barreiras físicas do espaço.
Mas todas estas [essas] inovações e possibilidades não trouxeram apenas benefícios. Em meio a este [esse] “mar” de informações, parece difícil reconhecer a tênue linha que separa o público do privado, o pessoal do profissional e o ético do não ético.
A indiferenciabilidade destes é uma grande e contraditória problemática. Enquanto buscam manter seu direito à privacidade assegurado, muitos não abrem mão da utilização de diversificadas tecnologias para adquirir, cada vez mais, informações alheias a si, mas de expressiva importância, e que possam significar alguma vantagem sobre os demais, sejam estes, indivíduos [sem vírgula], corporações ou nações. É o caso da espionagem, que se tornou pauta das notícias atuais e tem gerado inúmeras discussões.
As informações tem [têm] adquirido um valor inegável, e sua obtenção tem se tornado o objetivo central de muitos governos.
Sob alegação de proteção ao bem estar [bem-estar] social, empresas, cidadãos e até mesmo nações estão tendo sua soberania e seu direito inalienável à privacidade completamente violados. Não há mais seguridade de que conversas usuais e/ou informações extremamente sigilosas sejam mantidas particulares.
Entretanto, privar-se da utilização das tecnologias para evitar ter informações importantes interceptadas não é uma alternativa viável, considerando a era tecnológica e informacional em que vivemos.
Resta, portanto, recorrer a definições mais claras do que vem a ser público e privado. No que diz respeito a assuntos confidenciais de cunho político e econômico, referentes à determinada nação, deve-se investir no rigoroso monitoramento das informações. Mas acima de tudo, se os governantes e a sociedade se provessem de ética e bom senso teríamos a plena asseguração da liberdade, individualidade e soberania de todos.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |