Privacidade pública

Tema: Espionagem

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 16/10/2013
Nota tradicional: 7
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O rápido e crescente desenvolvimento tecnológico das últimas décadas transformou a humanidade, trazendo possibilidades, outrora, inimagináveis. As perspectivas de tempo e espaço passaram por um processo de completa reformulação; visto que, as [sem vírgula] tecnologias cada vez mais inovadoras permitem que as informações transitem em um curtíssimo (ou ainda desconsiderável) período de tempo, transpondo quaisquer barreiras físicas do espaço.

Mas todas estas [essas] inovações e possibilidades não trouxeram apenas benefícios. Em meio a este [esse] “mar” de informações, parece difícil reconhecer a tênue linha que separa o público do privado, o pessoal do profissional e o ético do não ético.

A indiferenciabilidade destes é uma grande e contraditória problemática. Enquanto buscam manter seu direito à privacidade assegurado, muitos não abrem mão da utilização de diversificadas tecnologias para adquirir, cada vez mais, informações alheias a si, mas de expressiva importância, e que possam significar alguma vantagem sobre os demais, sejam estes, indivíduos [sem vírgula], corporações ou nações. É o caso da espionagem, que se tornou pauta das notícias atuais e tem gerado inúmeras discussões.

As informações tem [têm] adquirido um valor inegável, e sua obtenção tem se tornado o objetivo central de muitos governos. 

Sob alegação de proteção ao bem estar [bem-estar] social, empresas, cidadãos e até mesmo nações estão tendo sua soberania e seu direito inalienável à privacidade completamente violados. Não há mais seguridade de que conversas usuais e/ou informações extremamente sigilosas sejam mantidas particulares.

Entretanto, privar-se da utilização das tecnologias para evitar ter informações importantes interceptadas não é uma alternativa viável, considerando a era tecnológica e informacional em que vivemos.

Resta, portanto, recorrer a definições mais claras do que vem a ser público e privado. No que diz respeito a assuntos confidenciais de cunho político e econômico, referentes à determinada nação, deve-se investir no rigoroso monitoramento das informações. Mas acima de tudo, se os governantes e a sociedade se provessem de ética e bom senso teríamos a plena asseguração da liberdade, individualidade e soberania de todos.  

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.0
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos