A Privacidade É Pública
Tema: Espionagem
A polêmica gerada devido às denúncias de espionagem do governo norte-americano contra os países vizinhos tem gerado inúmeras discussões acerca das políticas de privacidade nos meios de comunicação e sistemas de informação. O governo dos Estados Unidos alega que a espionagem é para fins de segurança nacional, mas há muito ceticismo diante da afirmação. Países como o Brasil, nunca antes considerados uma ameaça terrorista, foram alvos do “grande irmão”.
Após o abalo mundial das revelações de espionagem, tem se discutido muito sobre até que ponto cada indivíduo ou governo pode gozar de seus direitos de privacidade em rede . O Brasil, cujos alvos são a presidência da República, grandes empresas estatais e até cidadãos comuns, tem buscado por iniciativas para conter essas ações que violam a privacidade. Além de desestabilizar as “harmônicas” relações diplomáticas com o país, os agentes de segurança norte-americanos parecem estar omitindo a exata finalidade da intromissão indevida. Na aldeia global em que vivemos muito foi desestruturado sobre o conceito de público e privado. A maioria concorda com a busca por novas legislações e o estabelecimento de novas políticas para o correto uso das ferramentas de comunicação. O acordo que firma o equilíbrio da privacidade com o compartilhamento de informações em âmbito diplomático deve ser ponderado de maior importância.
O que deve ser levado em consideração é um planejamento estratégico das políticas de privacidade vinculado com o respeito aos direitos humanos. A criação de ferramentas de defesa nos sistemas de informação é outra solução necessária aos países que estão ou poderão estar na mira da interferência inadequada de documentos considerados “sigilosos”. Mais importante, é a clareza nas relações exteriores dos Estados, cujo principal objetivo é a busca pelo interesse de toda a população, pois vive-se em um mundo globalizado e entrelaçado pela tecnologia. Não deve-se admitir medidas de violação para fins de defesa, porque isso pode resultar em uma guerra cibernética cujo colapso é provavelmente o antônimo da segurança .
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 2.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |