O Grande Irmão está de olho em você
Tema: Espionagem
O jornalista e romancista George Orwell publicou em 1949, uma [sem vírgula] obra que renderia muitas reflexões, intitulada ‘1984’. Tais reflexões podem ser atribuídas ao que ocorre atualmente, relacionando-se principalmente com o totalitarismo, uma vez que com a ascensão do “Grande Irmão” na cidade fictícia de Oceânia [Oceania], passou a deflagrar um abuso da privacidade, onde [eas pessoas eram vigiadas constantemente através das teletelas.
Certas concepções de Orwell podem ser muito bem colocadas nos tempos atuais, como as noções de público e privado que foram perdidas através do domínio cada vez maior dos meios tecnológicos. Assim como em Oceânia, há países que adotam a espionagem como forma de revelar informações que possam interessar a sociedade em geral, ou melhor, o [ao] próprio Estado.
Entretanto, Orwell não pôde prever que a discrepância entre esses dois aspectos – público e privado – pode [poderia] ser desestabilizada pela própria sociedade: nas redes sociais, por exemplo, muitas pessoas acabam aderindo ao exibicionismo, a fim de que possam participar de uma forma pública dentro da sociedade virtual.
A espionagem feita pelos norte-americanos neste ano sobre o governo brasileiro provoca uma reflexão em relação ao motivo de tal atitude. De acordo com a TV Globo, os Estados Unidos estariam interessados em reservas petrolíferas brasileiras, afinal, a espionagem favoreceria algumas empresas nos leilões. Além disso, a NSA deu sua primeira justificativa dizendo que estava à procura de terroristas.
Porém, mesmo que ambos os países possuíssem uma parceria recíproca, esta não deveria ser razão de um espreitar a intimidade política do outro, tendo como consequência certa desconfiança e indignação entre as partes envolvidas e a total quebra de discrição.
Por fim, cada sujeito tem em suas mãos o poder de decidir quais aspectos da sua vida podem se tornar públicos ou não. Logo, cada pessoa deve ter noção de suas atitudes e suas consequências, tendo o cuidado de não expor aquilo que é privado. Contudo, o Estado não pode intervir e cruzar nas partes privadas dos indivíduos, situação pela qual Winston Smith passou no decorrer no enredo. Sendo que, é [sem vírgula] muita hipocrisia espionar alguém como forma de manter sua própria privacidade. Infelizmente, no mundo em que vivemos, muitas vezes, quem espiona também é espionado.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |