Espionagem inteligente, a descendência dos binóculos
Tema: Espionagem
O anonimato propiciado pela era virtual não impede que o avanço da tecnologia trabalhe em prol da vigilância inapropriada de informações. Como o caso de espionagem realizada pelos Estados Unidos em prol da segurança e contra o terrorismo. Como alvo, não só a população virtual: até mesmo os governos de outras nações, como é o caso do Brasil.
Uma conversa pessoal e privada, impossibilitada [sem vírgula], por exemplo, pela distância, é hoje [sem vírgula] tratada, na maioria dos casos, por e-mail. A mudança de veiculação – não mais presencial – não altera o caráter privado da mensagem. Esse, entre muitos casos semelhantes, é um alvo da espionagem dos Estados Unidos, que, sem traços de respeito, indevidamente trabalha com ações de vigilância em serviços de e-mail, redes sociais e outras fontes de captação informacional.
É necessário que a tecnologia dê suporte a ações éticas e direitas. Grupos de terrorismo, direta ou indiretamente, podem estar engajados em projetos veiculados pela internet. E é interessante e importantíssimo que a tecnologia auxilie a coibir a ação destes [desses] grupos. Mas há um limite que precisa ser visualizado pelo Estado espião, de forma que haja um discernimento maior, ainda que difícil, dos usuários da rede.
O uso público da internet carrega o consentimento do indivíduo na disponibilização das próprias informações em espaço corrente de usuários. Torna-se sua responsabilidade se inteirar sobre os termos de uso e privacidade, por vezes ignorados em razão de seu extenso corpo textual. Cabe, também, perceber que muitas das informações podem ser captadas sem uso de serviços inteligentes, o que aumenta a vulnerabilidade do usuário.
É preciso que se aprimorem as ferramentas de ações vigilantes, para que não seja necessário considerar todo e qualquer indivíduo e suas privacidades na procura de ações terroristas. Mas, ao considerar que uma grande potência dificilmente diminuiria suas espionagens, cabe ao cidadão e ao Estado espionado procurar soluções para proteger as informações privadas, que não cabem à responsabilidade de outro país senão o próprio.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |