Dos cortiços às favelas
Tema: Favelização
Já no século XIX, Aluísio de Azevedo retratava em “O Cortiço”, o [sem vírgula] surgimento do que, posteriormente, viriam [viria] a tornar-se as favelas. Graças ao impulso industrial sofrido pelo Brasil em meados do século XX, o êxodo rural e a migração contribuíram para o abarrotamento das grandes cidades e crescente favelização.
A primeira favela do país, o Morro da Providência, surgiu devido ao descaso das autoridades para com os soldados, que sem moradia, voltavam da Guerra de Canudos para o Rio de Janeiro. Esse descaso continuou nos anos seguintes, quando a seca no Nordeste e a mecanização das lavouras provocaram uma forte onda de migrações para as grandes cidades sem que houvesse um prévio programa de planejamento da ocupação delas.
Além disso, a alta especulação imobiliária fez, e ainda faz, com que pessoas das classes sociais de menor poder aquisitivo não tenham condições de adquirir uma moradia. Dessa forma, tais cidadãos ocupam lugares inapropriados, e [sem vírgula] ficam suscetíveis a enchentes, desabamentos e incêndios ocasionados pelas ligações elétricas clandestinas.
O processo social da favelização foi, durante muito tempo, visto com grande preconceito. O morador das comunidades adquiriu a imagem de bandido ou traficante, e as comunidades eram sinônimas de violência. Essa visão, todavia, começa a mudar. No Rio de Janeiro, por exemplo, após a instalação de unidades pacificadoras policiais, as favelas tornaram-se pontos turísticos. Hoje em dia, a vivacidade dos povos caracterizados em “O Cortiço” ainda existe, e os habitantes das favelas possuem uma grande identidade cultural.
Portanto, para que esses habitantes continuem propagando e valorizando suas culturas são necessárias políticas de inclusão deles à vida social comum. Deve haver o acesso à saúde, transporte, educação, saneamento básico e sobretudo, à segurança. Deve haver, também, abertura de novas vagas de emprego e construção de moradias a preços acessíveis para que novos contingentes populacionais não se instalem em locais impróprios.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |