A favelização, a cara do Brasil
Tema: Favelização
O processo de favelização urbana no Brasil é antigo. Data-se desde o século XIX, que com a abolição da escravatura os ex-escravos que em sua maioria não tinham [tinha] pra [para] onde ir e viram [viu] que a solução mais rápida era povoar as áreas de risco que ninguém queria habitar. Mas, com o passar do tempo [,] esta [essa] situação foi a cada dia se agravando e evidente [é evidente] que há diversas formas de mudar esse cenário brasileiro constituído pelas favelas brasileiras.
Ao longo do século XX, o país vivencia um processo de urbanização e industrialização continua [contínua] e intensa, que contribuiu para diversas mudanças na distribuição demográfica do país. A população que vivia nas zonas rurais, visto que a situação em cidades como São Paulo e Rio de Janeiro era bem favoráveis, milhares de pessoas começaram a imigrar para as grandes cidades metropolitanas [,] causando um processo de favelização rápido e desordenado, que [,] com isso [,] passaram a ter pouca capacidade de aloja-las [alojá-las] e assim passaram a povoar as regiões de risco em encosta [encostas] de morros.
Com o passar do tempo [,] esse processo ganhou dimensões enormes e terríveis, como [,] por exemplo, o aumento do desemprego, da pobreza e da miséria. Nestas [Nessas] condições, os atuais desastres naturais que acontecem divido a [devido à] mudança das condições climáticas apenas estão colocando a vista a fragilidade que a população dessas favelas estão [está] enfrentando.
Deste modo, é possível observar que o processo de favelização é dotado de vários anos atrás e que é imprescindível que o Brasil crie novas soluções para que a condição de vida dessa população melhore e se torne mais digna, mas também os governantes tem [têm] que tomar consciência de que não adianta em nada mudar os flagelados para outras áreas de risco. Mudar as condições na favela, não [sem vírgula] apenas vai melhorar a vida da população que vive nas favelas, mas também o cenário que se transformou as cidades brasileiras em aglomerados disformes e em horrível contraste com suas belezas naturais.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |