Consequência ou escolha?
Tema: Favelização
Em 13 de maio de 1888 foi assinada a lei Áurea, onde [em que] todos os escravos foram libertos de seus senhores de engenho, porém a maioria era analfabeta e sem condições de ser inserido [ser inserida] no mercado de trabalho, no qual [que] exigia uma mão de obra qualificada. A única fuga, não só de ex-escravos [,] mais [mas] também de cidadãos que não conseguiram fazer parte dessa realidade industrial, era construir suas moradias nos morros por ficar [ficarem] mais próximo [próximos] de zonas que ofereciam vagas de trabalho sem muitas exigências.
Famílias foram se formando, a população cresceu para todos os lados [,] gerando uma macrocefalia urbana. O aparecimento de cortiços e casebres no centro das cidades foi uma resposta desse povo em busca do seu espaço, porém essas moradias não tinham acesso às mínimas condições de higiene, acarretando assim o surgimento de doenças. Para lidar com esse problema, por exemplo, na cidade do Rio de janeiro, o prefeito Pereira Passos executou um plano de reforma urbana e sanitária. O “Bota-Abaixo” no início do século XX iniciou o processo de demolição desses cortiços para limpar a área urbana, agravando assim a fuga dessas famílias para o alto dos morros.
O único jeito de mudar essa realidade é ajudar financeiramente essas pessoas. Elas precisam de uma moradia nova onde não aconteçam deslizamentos, onde as casas são bem planejadas, com saneamento básico e coleta de lixo. O governo precisa tomar essa iniciativa porque a maioria dessas famílias tem a renda inferior a um salário mínimo, sem o poder aquisitivo necessário para construir uma nova moradia em um lugar melhor. Precisam de investimentos na educação para conseguir [conseguirem] se inserir no mercado de trabalho onde o retorno seja maior.
Além disso, essa população carente tem que lutar pelo seu espaço, esperar apenas por ajuda não resolve o problema. Correr atrás de conhecimento é necessário, pois ele é a fonte de qualquer sucesso. Com a especulação mobiliária, os imóveis estão cada dia mais caros, então só consegue conquistar quem tem uma boa renda.
Portando, a favelização se tornou algo preocupante por razões de segurança, saúde e qualidade de vida. Dinheiro precisa ser investido e o povo precisa ter a vontade de mudar essa realidade. Unir forças é o segredo para a solução do problema e para o sucesso de uma sociedade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |