Há cura para o sistema de saúde pública no Brasil?
Tema: Os caminhos viáveis para uma saúde pública de qualidade
Diariamente em jornais, na televisão e na internet são noticiados casos de filas de pacientes nos corredores de hospitais e postos de saúde, falta de infraestrutura nos locais de atendimento e insuficiência de médicos em diversas cidades do Brasil. Esse caos no setor de saúde pública vem de longa data e ainda é algo que, infelizmente, o cidadão brasileiro – mesmo tendo o direito à saúde - enfrenta com frequência.
Os fatores que fazem com que a saúde no país seja tão caótica são diversos, mas as precárias condições de trabalho e a má distribuição de profissionais de saúde estão entre os principais. Muitos desses recebem um salário bem abaixo do que deveriam e, como agravante, há uma concentração de profissionais nas capitais e grandes cidades, contrariamente aos municípios do interior, que acabam sofrendo a falta de médicos.
Uma medida tomada pelo governo federal para amenizar a má distribuição de profissionais foi a criação do programa Mais Médicos. A iniciativa não foi bem recebida pelos atuantes na área, pois as vagas não preenchidas por brasileiros seriam ocupadas por médicos estrangeiros. Mas as reivindicações vão além: muitos alegam que melhorar a infraestrutura dos locais de atendimento deveria ser prioridade, e assim haveriam [haveria] reais condições para que os profissionais pudessem atender seus pacientes como deveriam.
Diante disso, sendo a saúde um direito de todo cidadão e um dever do Estado, é necessário que ela esteja mais acessível, através de ações e programas que deem assistência a toda a população. Para isso, é preciso que haja maior valorização e distribuição eficaz de profissionais da área em todas as regiões brasileiras. Ademais, tão importante quanto profundos investimentos no setor, é essencial que a gestão de recursos seja mais eficiente. Só quando for tratada com real prioridade pelos governos federal, estaduais e municipais, é que se terá uma saúde pública de qualidade.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 8 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |