A saúde pública basileira: soluções para a sua ineficiência
Tema: Os caminhos viáveis para uma saúde pública de qualidade
O setor da saúde pública no Brasil está na UTI. Faltam hospitais estruturados, médicos e leitos para atender às solicitações iminentes da população. As causas para este [esse] caos são diversas e profundamente ligadas a uma política centralizadora e que pouco preza pela eficiência. Aumentar os investimentos públicos e implementar programas de saúde e saneamento são medidas promissoras ao combate desse mal, que priva muitas pessoas de um direito básico do ser humano: a saúde.
A máquina pública investe mal e desigualmente. Apesar do desempenho singelo de ultimamente, a economia brasileira gera recursos volumosos que, no entanto, são mal distribuídos. As regiões que foram pioneiras na industrialização, à base de produtos da terra e semi-escravos [semiescravos], continuam como grandes beneficiadas e repousam em prados, embriagadas pelos investimentos maciços da União. Os sertões estão sempre na fila de espera. Hospitais velhos e consultórios vazios são o cenário da população dos interiores e regiões marginalizadas, que sofrem além do mais pela negligência do saneamento e ignorância quanto a medidas profiláticas. Sob outro panorama, mesmo em cidades importantes, há falta de leitos devido [graças] à má administração do dinheiro largamente investido. Profissionais despreparados são colocados em cargos de chefia. Saúde pública é mal [mau] negócio até para os médicos que, além de ter que trabalhar com recursos insuficientes, estão sujeitos a contratos pouco sedutores em relação aos correspondentes privados. No final, ninguém sai beneficiado.
Como medida emergencial e complementar seria indicado instituir convênios com hospitais e clínicas particulares, onde há muitos leitos vagos. Como medidas estruturais são imprescindíveis: a fomentação da infraestrutura hospitalar; a melhor remuneração dos médicos [,] criando, por exemplo, planos de carreiras e bonificações por cumprimento de metas. Outrossim, renovar a política centralizadora, motivando a interiorização dos recursos. Não obstante, a ampliação do saneamento básico e programas de conscientização, sobretudo nos subúrbios, preveniria muitas enfermidades.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 6 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |