Para não ser uma ilha
Tema: Televisão: Possibilita ou não aprimoramento cultural aos seus telespectadores?
Há setenta anos atrás Vladimir [Há setenta anos Vladimir] Zworykin registrava a patente do tubo iconoscópico para câmaras de televisão não tendo a mínima ideia das proporções que sua invenção tomariam [tomaria] e [,] principalmente, a quantidade de pessoas a alcançar. Mas a televisão se mostra como uma boa arma de aprimoramentos ou seria mais benéfico essa ideia nunca lhe ter passado pela cabeça?
Com o passar do tempo o papel dos televisores foi se modificando. No começo era vista como unificadora de famílias. Era habito [hábito] reunir a todos na frente da TV em noites especiais, quando as telas ainda eram benefícios para poucos. A [À] medida que atingiu maior público virou amenizador da solidão. Bastou pouco para que fosse considerado uma forte arma de alienação, mas é preciso ir mais a fundo e olhar onde a mágica se perdeu.
O homem não é uma ilha, isso John Donne já dizia há muito tempo atrás, e por isso mesmo não pode se dar ao luxo de ficar preso a um único lugar e fazer do controle remoto sua única fonte de ligação com o mundo. Como qualquer outro veículo de comunicação, é preciso desconfiar de tudo que tenha pretensão de se apresentar como uma verdade absoluta.
É um tanto quanto equivocado colocar a culpa da alienação de um povo exclusivamente na invenção do televisor. Se hoje a TV é vista como alienável e leva todos seus telespectadores a um senso comum, é preciso ter sensatez de perceber que essas mesmas pessoas nunca foram introduzidas a um olhar de estranhamento. Muito mais eficiente do que apenas nos afastar das ondas captadas pelas antenas, é preciso fixar a ideia de que mais nocivo do que uma programação ruim é a comodidade que ela causa.
Uma saída desesperada e imediatista sugere que não só nos afastemos da TV[,] mas também que haja a aproximação de outros meios de informação muito ricos mas que sempre perdem espaços por sempre terem sido vistos como trabalhosos, como somos levados a acreditar com os livros. A solução para o problema requer um trabalho a longo prazo. É muito mais propicio [propício] e benéfico que haja primeiro uma preocupação com a formação da população que se senta na frente da TV, para que ela possa por si só perceber o que lhe agregador, como em qualquer outro aspecto da vida. É preciso cuidar primeiro das pessoas, depois das grades de programação.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |