Dentro dos chiados da TV: a máquina burra e inocente por natureza
Tema: Televisão: Possibilita ou não aprimoramento cultural aos seus telespectadores?
A dramaturga Glória Perez afirmou, em resposta as [às] críticas direcionadas ao papel das novelas na vida das pessoas, que “elas unem as pessoas, independentemente de sua raça, idade ou religião”. Sucintamente, ela coloca em cheque [xeque] os questionamentos levantados em relação ao papel da televisão como meio de comunicação e informação da maior parte da população.
A priori, é importante ressaltar que a maioria das queixas produzidas nas discussões sobre este tema tornam-se generalistas ao se focarem [torna-se generalista ao focar] no meio de comunicação e não nos interlocutores envolvidos. Com isso, a máquina – burra por natureza – é desqualificada, enquanto os responsáveis pelas mensagens ali transmitidas e seus interesses pessoais são isentos de quaisquer investigações e críticas.
Por parte das emissoras de televisão, em específico, promove-se o discurso de que o contínuo modo de produzir programas – com alto teor erótico combinado a assuntos de interesse comum em linguagem simplória– atende a [à] demanda do público e que outras formas de programa seriam rejeitadas pelos telespectadores. O programa “Sem Censura”, transmitido pela TV Brasil, aliando informação de qualidade a interesse popular, refuta esse argumento.
E por parte dos adultos em geral, há um contínuo e assumido descaso com seu papel fiscalizador perante as novas gerações, que são expostas a conteúdos impróprios de maneira cada vez mais prejudicial. O fato de estarem em contato com conceitos sob os quais não possuem conhecimento, como sexo e violência, junto a uma tendência de passividade por parte dos pais, contribui para a construção de uma sociedade com pessoas mais violentas e imaturas.
Críticas, enfim, sempre serão e devem ser feitas aos diferentes meios. Mas o interlocutor, enfim, é o responsável pela mensagem. Os valores transmitidos pela televisão não podem ser responsabilidade da máquina em si e muito menos pode-se chamá-la de “empobrecedora cultural”. Só o homem pode ter um papel desse porte e ele deveria rever suas ações afim [ a fim] de poder colaborar com uma sociedade melhor informada e mais autônoma em relação as [aos posicionamentos] posições que deve tomar.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |