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Muitos atribuem a problemática da educação à falta de investimentos e à despreparação dos profissionais educacionais. Entretanto [,] uma análise nesta área evidencia que o problema não é simples como se imagina. A escola do novo século tem a difícil missão de solucionar a participação familiar no processo educacional e anular os vestígios da ‘‘educação bancária’’.
Educação bancária é descrita por Paulo Freire como um sistema que tem o objetivo de matar a curiosidade, a criatividade e o espírito investigador dos discentes. Esta se baseia no método onde [em que] o professor detém todo o conhecimento e ele o doa para o aluno, que é o dependente no processo. Ela vai de [ao] encontro com a missão dos educadores, a de possibilitar a produção ou criação do saber; e não possibilita a emancipação do individuo [indivíduo] das amarras sociais.
O sensato é que seja resolvido o real problema da educação, para depois pensar em infraestrutura e na qualificação dos docentes, uma vez que é insatisfatório manter um sistema educacional que apresente altos índices de investimentos e disponha de excelentes professores, mas que utilize uma educação ultrapassada, egoísta e que remota [remonta à] a Idade Média.
Deve-se entender a importância do processo educacional que respeite à ética, à dignidade e à autonomia do educando; que valorize a cultura e o conhecimento empírico vivenciado pelos alunos; e que entenda que a participação familiar é a chave para um futuro esperançoso. Quando se soma educação com o apoio da família, o resultado é totalmente satisfatório, isso porque a família é o alicerce da educação e a base de sustentáculo da sociedade.
Para isso [,]é essencial que a nova escola alfabetize não apenas com palavras e suas junções bucólicas de letras, mas ensine o educando a ler o mundo, levando a entender sua situação de oprimido e a agir em favor da própria libertação, respaldado no apoio familiar. Diante das inúmeras transformações que a nova era educacional propiciará, faz-se necessário o trabalho dos agentes de educação, da família, do estado [Estado], dos órgãos públicos e da sociedade em geral para que a mudança ocorra com todo apoio que ela precisa.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |