Redução da maioridade penal: solução ou omissão?
Tema: Maioridade Penal
A redução da maioridade penal no Brasil é um tema polêmico e já faz algum tempo que se encontra na pauta de discussão da sociedade e do Congresso Nacional que vem discutindo-o em diferentes Projetos de Emenda à Constituição Federal (PEC). Embora a proposta tenha o aparente apoio da população, a inquietação permanece: Será este o melhor caminho?
A comoção da sociedade diante de crimes cometidos por jovens faz com que esta clame por justiça. Nesse ponto, a mídia, através dos seus programas policiais, tem responsabilidade na formação do senso comum e superficial de que a única solução é a cadeia. Mas convenhamos, encaminhar adolescentes infratores para o superlotado sistema prisional brasileiro não resolve os problemas de segurança pública.
Traduzindo a situação em números, esta(está) se torna mais palpável. De acordo com o Censo 2010, o Brasil possui 64 milhões de jovens entre zero e dezoito anos. Segundo o levantamento da Sociedade Nacional de Atendimento Socioeducatico (Senase), o número de jovens que cometeram um delito é de sessenta mil, ou seja, 0,1%. Indo além, o relatório divulgado pela Unicef mostra que a redução da idade penal não resultou na diminuição da violência nos 54 países que adotaram a medida.
A Legislação Brasileira trata o menor diferente do adulto, por isso aquele é julgado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) que aplica medidas socioeducativas,estas variam desde a reparação do dano cometido até a privação da liberdade, nesse caso, pode haver internação até três anos. O problema é que a sociedade não acredita na recuperação do jovem internado e de fato, na prática, as medidas nem sempre são aplicadas de maneira adequada, além das instituições de guarda parecerem penitenciárias comuns.
Logo, a questão é bem mais delicada e multifatorial que envolve sobretudo a eficiência do papel do Estado na sociedade. Se este jovem cai na criminalidade é porque o Estado deixa brechas quando, por exemplo, não implementa uma educação de qualidade. Dessa forma, quem sente o resultado dessa ineficiência é a sociedade que pressiona por atitudes mais drásticas.Mas antes de punir, o Estado deve primeiro garantir o pleno exercício dos direitos das crianças e adolescentes.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 2.0 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 2.0 |
| Nota final | 9 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |