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Um assunto bastante polêmico que já vem sendo discutido há muito tempo, mas que ganhou maior destaque nos últimos anos graças ao aumento significativo no índice de crimes cometidos por adolescentes considerados menores de idade,é o que diz respeito a diminuição da maioridade penal.
A mídia sensacionalista que aborda e mostra todos os dias casos de jovens envolvidos em algum tipo de delito-roubo, assassinato, tráfico ou mesmo formação de quadrilha-faz com que grande parte dos telespectadores, igualmente a ela, tornem-se defensores assíduos da aprovação da tal lei.
O fato é que essa lei por si só dificilmente resolverá o transtorno da violência provocado pelos menores, validá-la lotaria o sistema carcerário do Brasil que por sinal , mal consegue suprir a demanda de presos atual. Os que são favoráveis a aprovação dessa lei desconsideram a questão básica de que prender esses jovens só resolveria o problema momentaneamente, pois, é bem provável que, após cumprir à pena, muitos deles voltem a praticar os mesmos ou até piores delitos que antes de serem presos. É fácil prever que isso ocorrerá, tomando como exemplo e fazendo um paralelo entre os pesidiários adultos que são reincidentes.
A partir dessas observações surge uma pergunta crucial: será que um presídio é um lugar realmente eficaz para se regenerar um indivíduo em fase de desenvolvimento?
Aqueles que ousam pensar, um pouco que seja, concluirão que a resposta é, obviamente, não.
O mais sensato a ser feito antes de aprovar ou não uma lei tão complexa como essa seria tentar compreender os motivos que levam tantos adolescentes a se tornarem criminosos, facilitando assim o desenvolvimento de políticas socias visando, sobretudo, prevenir à entrada deles no mundo do crime.
É fácil se deixar levar pela opnião de pessoas leigas ou pela influência do que é exposto na mídia. É interessante ir além, olhar por um outro ângulo. Afinal, esse grupo que vem se marginalizando tão depressa talvez possa ser apenas mais uma vítima do sistema.