Transposição não é a solução

Tema: Transposição do Rio São Francisco

[Redação sem título]
Corrigida tradicionalmente Enviado em 22/01/2013
Nota tradicional: 7.5
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Os problemas relacionados à seca na Região Nordeste vem se agravando ano após ano, mas o que parecia ser a solução com a transposição do rio São Francisco na verdade esbarra em uma série de entraves que tornam a obra inviável levando em consideração o gasto do empreendimento e os verdadeiros beneficiados com a conclusão do projeto.

O projeto original que visa transpor [a transpor] as águas do rio São Francisco para os rios do Ceará e Rio Grande do Norte na verdade poderá a curto prazo causar o desabastecimento das principais hidrelétricas do Nordeste que utilizam o velho Chico para moverem as suas turbinas. A água desviada na transposição resolveria um problema pontual, o da seca, porém, a falta desta mesma água na geração de energia poderia levar toda a região Nordeste a um colapso energético.

A seca que assola a região castiga o sertanejo a [há] décadas e vem piorando nos últimos anos devido a maiores períodos de estiagem. Os governos, Federal e Estadual, precisam urgentemente de um plano emergencial que atendam às reais necessidades daqueles que tem [têm]sede. A princípio, o projeto de transposição só beneficiaria os grandes produtores excluindo as pequenas propriedades rurais que não contam com os sofisticados sistemas de irrigação.

Com o projeto de transposição iniciado, mas ainda não concluído, será preciso pensar no agora e redirecionar o dinheiro que ainda está por vir em obras que verdadeiramente tragam água para os que não a tem [têm]. Viabilizar projetos como os de captação e utilização das águas da chuva, cavar poços e multiplicar cisternas são soluções mais baratas e de rápida implantação que [,] com certeza [,] traria esperança e abrandaria o sofrimento da população do sertão nordestino.

Correção tradicional

Critério Observações Nota
Adequação ao Tema Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. 1.5
Adequação e Leitura Crítica da Coletânea Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. 1.5
Adequação ao Gênero Textual Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. 1.5
Adequação à modalidade padrão da língua Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. 1.5
Coesão e Coerência Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. 1.5
Nota final 7.5

Legenda de competências

Competência Descrição
1 Domínio da modalidade escrita formal
2 Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa
3 Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista
4 Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação
5 Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos