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Há séculos os nordestinos vivem com o problema da falta de água em seu território, obrigando-o em muitas das vezes a migrar do seu local de origem. Entretanto, para reverter este quadro o Governo Federal resolveu iniciar as obras da transposição do rio São Francisco que, de acordo com ele, irá beneficiar essa população tão sofredora. Porém, alguns estudiosos do assunto afirmam que não é bem isso.
Esta obra faraônica tem como principal objetivo levar água a Estados do nordeste que carecem desse produto útil à sobrevivência, para isso pretende desviar cursos do São Francisco a rio desses Estados [,] fazendo com que eles tornem-se perenes. Ela ajudaria muito os habitantes desta região que vivem diariamente com uma quantidade ínfima desse bem e durante seu tempo de construção proporcionaria emprego a [à] população.
Todavia, especialistas no assunto [,] como o renomado geógrafo brasileiro Aziz Ab'Sáber [,] diz [dizem] que o maior beneficiador deste projeto será os grandes pecuaristas que na maioria das vezes residem nos grandes centros urbanos, longe da realidade vivida pelo povo morador do sertão. Sem falar no graves danos que irão ocasionar a [à] fauna e flora desta região, que já vem sendo degradado [degradadas] há décadas e se intensificará com a realização da referida construção.
Seu custo é extremamente elevado e como vemos nos noticiários suas obras estão paradas em alguns de seus trechos e também está sendo “ vítima” de superfaturamento, coisa que é regra nesses tipos de empreendimentos no nosso país. E trechos do São Francisco hoje se encontram poluídos, principalmente, por ações antropológicas.
De fato esta edificação se bem executada e tiver como os moradores de áreas carentes de água seus principais beneficiários, para que esses indivíduos possam irrigar plantações e outra finalidades, será um grande passo que o Brasil irá dar para o desenvolvimento desses lugares que é inviabilizado pela escassez hídrica. Contudo, isso tudo deve vir juntos com políticas públicas que visem recolocar no mercado de trabalho os trabalhadores após o término dessa construção e dar assistência aos agricultores da região.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |