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O projeto de construção da usina hidrelétrica de Belo Monte foi proposto em 1975, durante o governo de Ernesto Geisel. Desde a década de 1980, ambientalistas e indígenas batem de frente com empreiteiros e governo federal, quando o assunto é o destino de parte das águas do Rio Xingu, no estado do Pará.
Em julho de 2011, finalmente iniciou-se [se iniciou] a construção da Hidrelétrica de Belo Monte. O objetivo é a geração de mais energia elétrica, a baixo custo, já que a usina terá grande aproveitamento. Entretanto, os impactos socioambientais são tantos que não compensam a realização do projeto.
O alagamento será equivalente a um terço da cidade de São Paulo, provocando o desmatamento e afogamento de muita vegetação, com liberação de gás carbônico. Além disso, os ruídos da construção [,] estresse e migração dos animais, proporcionando grande desequilíbrio nos ecossistemas.
Do ponto de vista social, há, principalmente, a questão dos indígenas ameaçados: cerca de mil índios serão afetados, pois a vazão do rio diminuirá e eles sairão da sua terra para dar espaço à usina. Tal interferência causará mudanças em demasia na vida desses índios, tendo em vista o caráter sagrado que a terra tem para eles.
Ademais, cerca de cem mil pessoas chegarão ao local, causando um inchaço populacional na região, sem infraestrutura para receber esse contingente. Outro ponto social carente de atenção é o deslocamento a ser realizado por cerca de seis mil famílias, que receberão um subsídio ínfimo para a mudança.
O aproveitamento de construção dessa hidrelétrica é provisório, pois causa um breve desenvolvimento e grandes prejuízos, principalmente no segmento ambiental. O Brasil tem grande potencial elétrico não-prejudicial [não prejudicial] ao meio ambiente ou a milhares de pessoas, como o proveniente da força dos ventos, dos mares e da energia solar. Assim, é óbvia a contradição de um país com tantos recursos para produção de energia limpa que escolhe tecnologias geradoras de energia elétrica cada vez mais obsoletas. Mais contraditório ainda é isso ocorrer numa época onde a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente são assuntos tão em voga.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |