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Há mais de 30 anos, em 1975, no governo do general Geisel, já existia o projeto de criação da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará. Será a terceira maior hidrelétrica do mundo, trazendo junto com a sua grandeza inúmeros impactos ambientais, além de desabrigar inúmeras famílias.
O projeto de Belo Monte, que prevê a barragem do Rio Xingu, existe desde a Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), em 2011, a construção passou a ser um dos grandes empreendimentos do Programa de Aceleração do Desenvolvimento (PAC) e as obras de Belo Monte começaram. A usina gerará uma capacidade energética maior para o Brasil, favorecendo o crescimento do país e o surgimento de novos empregos. A terceira maior usina do mundo ainda é alvo de grandes discussões e protestos, a mesma usina que ajudará no crescimento econômico e energético do país causará impactos ambientais de grandes proporções. Desmatamento, seca e alagamentos, cidades como Altamira e Vitória de Xingu sofreram com constantes alagamentos, áreas próximas a [à] hidrelétrica serão desmatadas e ocupadas por populações migratórias e vazão do rio diminuirá em algumas regiões [,] podendo levar a seca.
Além disso, a hidrelétrica terá baixa eficiência durante seis meses do ano, período de estiagem, ela gerará, em média, 4.428 MW, abaixo da média esperada e o alagamento dessa área terá com consequência direta o desalojamento de inúmeras famílias, prejudicando a pesca, a plantação e a navegação desses índios e grupos éticos.
Com a obra prevista para ser concluída até 2015, a construção da Usina Belo Monte trará impactos sobre a fauna e flora local, inundação de cidades próximas do Rio Xingu, seca em outros locais. Discussões, debates e movimentos são organizados contra a construção da usina. Apesar de uma parcela da população não aceitar a construção dessa nova hidrelétrica [,] as obras continuam e serão levadas adiante.