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No curso do rio Xingú [Xingu], a usina hidrelétrica Belo Monte está na ala de frente de uma briga entre a preservação ambiental e a necessidade de ascender energeticamente. O que é imprescindível para uma nação: preservação ou desenvolvimento¿ [desenvolvimento?]
A obra é a maior do PAC e fica atrás das usinas Três Gargantas (China) e Itaipú [Itaipu] (Brasil-Paraguai). Ela promete colocar o Brasil, que atualmente ocupa a 6ª posição em recursos energéticos em nível mundial, em uma colocação ainda melhor. Porém, essa “evolução” tem supino preço. A polêmica cresceu quando, em março deste ano, um trabalhador morreu em um acidente de trabalho, assim como nas usinas Santo Antônio e Jirau, gerando manifestações e greves.
Aziz Ab’Saber, célebre geógrafo brasileiro que faleceu recentemente, posicionou-se contrário a construção da usina [,] definindo-a como “um grande desastre ambiental”. Tal desastre refere-se aos impactos ambientais, humanos e a baixa eficiência energética.
Com a construção, haverá uma perda de cobertura vegetal amazônica maior do que 100 milhões de m³, afetando diretamente nos biomas e biodiversidade dos animais e acarretará danos [além de acarretar danos] na captação de gás carbônico – lembrando que o protocolo de Kyoto encerrou este ano. As diversas espécies de peixes que existem naquela região poderão deixar de existir, pois eles não conseguirão subir o rio Xingu para se reproduzirem e morrerão. E uma área de 640 m² de inundação, o equivalente a um terço da grande São Paulo.
Os danos humanos vão além. Haverá a remoção de tribos, que terão de realocarem-se na cidade de Altamira, que não possui estrutura para os abrigarem. Com isso, ignoram-se questões culturais cruciais, por exemplo: os índios recusam-se a deixarem os mortos enterrados naqueles solos, para trás [solos para trás]. Com tal iniquidade, estaremos sendo tão cruéis e austeros quanto os portugueses com os inúmeros indígenas assassinados barbaramente - episódio muito bem retratado no livro As Veias Abertas da América Latina de Eduardo Galeno.
Soma-se aos prejuízos naturais e humanos, há a baixa eficiência energética [Somados aos prejuízos naturais e humanos há a baixa eficiência energética). A usina terá sua baixa na estiagem (período que persiste por cinco meses) e reduzirá 60% da sua capacidade máxima.
Com a usina estaremos ignorando valores de outras culturas que não apóiam [apoiam] nossa corrida ensandecida em busca de acúmulo de riquezas e estaremos destruindo grande parte do patrimônio Amazônico, sendo que o Brasil possui um potencial muito grande para o uso de diversas fontes de energia, como hidrelétrico, condições climáticas favoráveis ao desenvolvimento da energia eólica e já é um dos líderes globais na produção de eletricidade com base em biomassa. Portanto, a usina é não [não é] apenas um desastre natural, como citou Ab’Saber, mas um atentado contra a humanidade!
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
2.0 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |