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É inegável o fato de que para o Brasil manter seu ritmo de crescimento econômico há a necessidade de se intensificar a produção de energia no país. Em vista disso, a proposta de aproveitamento das águas do rio Xingu, na Amazônia, esquecida desde 1975 [,] renasce com a finalidade de suprir a demanda energética do país. Todavia, apesar dos benefícios proporcionados pela construção da usina de Belo Monte, os impactos ambientais e sociais devem ser levados em consideração.
A hidrelétrica de Belo Monte será considerada a terceira maior do mundo, assim que as obras forem concluídas em 2015, e também desempenhará o papel fundamental de fornecedora de energia elétrica [,] tendo em vista que, de acordo com as previsões oficiais, daqui a oito anos, a demanda brasileira aumentará cerca de 60% em relação ao consumo atual.
Contudo, a construção de Belo Monte implica em danos irreversíveis ao meio ambiente. Afinal, além de alterar o curso natural das águas do rio Xingu, prejudicando com isso os indivíduos [indivíduos], os quais depende [dependem] da atividade pesqueira para suprir sua carência alimentar, também põem em risco a flora e fauna próximas ao local das obras à medida que ocasiona o alagamento de grandes áreas.
Ademais, além da destruição de parte da floresta amazônica, uma parcela considerável da população ribeirinha será deslocada devido ao fato de as áreas ao em torno [de as áreas em torno] da construção da usina serem inundadas. Além disso, especialistas temem que a intensa migração de trabalhadores para essa região prejudique ainda mais o ecossistema, pois a ocupação desordenada pode intensificar o desmatamento.
Em suma, é imprescindível aumentar a matriz enérgica do país, pois só assim conseguiremos aprimorar seu crescimento econômico. Entretanto, devem ser considerados outros métodos menos agressivos ao meio ambiente para essa finalidade [,] como a construção de usinas eólicas e solares.