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A construção da usina de Belo Monte é, com certeza, uma das mais polêmicas dos últimos anos. Existem argumentos fortíssimos, tanto [fortíssimos tanto] a favor como contra a construção da usina.
Ela será a terceira maior hidrelétrica do mundo e gerará uma grande quantidade de energia, o que é importante para o crescimento de um país, principalmente o Brasil, que tem a maioria, disparada, de sua população urbana. Os benefícios ambientais também serão visíveis, com a diminuição de CO2, sendo as hidrelétricas muito menos poluentes do que as energias provenientes do carvão e nuclear, repeitando, assim, o tratado de Kyoto.
Entretanto, não são todos que concordam com essas afirmações, uma matéria publicada na superinteressante diz que os impactos ambientais serão incalculáveis. A construção inundará uma área gigantesca em plena floresta amazônica, afetando ou destruindo centenas de espécies de animais e plantas. Também prejudicará a vida de nativos das cidades de Altamira e Vitória do Xingu.
Uma solução para este problema seria a escolha por fontes alternativas de produção de energia, como a eólica ou a solar, porém economistas afirmam que fontes de produção alternativa de energia serão muito mais caras.
No livro Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, podemos ver a relação com o este impasse, onde o personagem principal louvava as grandezas de seu país, e no fim se decepcionou com governantes que só pensavam em dinheiro, nos lucros, no crescimento econômico, e pouco se importavam com a população e muito menos com a preservação ambiental.
Visto estes fatos, é necessário que toda a população brasileira decida a favor da vida das espécies que serão destruídas, dos ribeirinhos e índios que serão realocados. A [Há] outras formas de fazer com que a produção de energia alternativa seja barateada, como, por exemplo, a isenção da cobraça [cobranças] de impostos, por parte do governo, para essas indústrias. Temos, portanto, que lutar contra esse capitalismo exacerbado, exigindo, não, um crescimento econômico rápido, mas, sim, um que respeite as pessoas, a natureza e, portanto, seja sustentável.