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O desenvolvimento econômico de um país depende também da capacidade de consumo de bens e serviços da população, o que implica na necessidade de energia para alavancar o progresso. No Brasil tem sido discutida a questão a respeito da construção de mais uma usina hidrelétrica na região amazônica, sob a bandeira da aceleração do crescimento e a despeito dos impactos negativos que essa obra causará.
Em 1989 [,] foram iniciados protestos internacionais pela população que vive no entorno do Rio Xingú [Xingu], principalmente a indígena, contra a construção da Usina de Belo Monte, a terceira maior do mundo, em virtude dos imensos prejuízos que seriam produzidos pela obra, cuja realização necessita alagar uma grande área na Amazônia, além de desmatar milhões de metros cúbicos de floresta para construir os canais por onde deverá passar a água.
O processo afetará o equilíbrio ambiental, poderá provocar extinções de algumas espécies animais, reduzirá a vazão do Rio Xingu [,] prejudicando a população indígena que vive da pesca, retirará pessoas de suas casas e, ainda, atrairá milhares de novos moradores para Altamira, cidade mais próxima do local da construção, o que, provavelmente, aumentará o desmatamento da Floresta Amazônica.
Outro ponto discutível é que Belo Monte será responsável por cerca de 10% da energia consumida no país e só operará em sua plena capacidade durante três meses do ano quando o nível do rio aumenta. Estudos demonstram que se indústrias e residências adotassem um modo de obtenção de energia misto, utilizando fontes como a eólica, a solar e a biomassa, além da elétrica, haveria uma economia de 10% de energia, suprindo assim a necessidade da nova usina.
Segundo o especialista em Energética, Célio Bermann, 70 das 157 usinas existente [existentes] no país tem [têm] mais de vinte anos, o que faz com que o desgaste dos equipamentos que as compõem comprometa a capacidade de potência e leve a uma perda energética que poderia ser sanada apenas com a troca deles. Feito isso [,] a produção de energia do país superaria a produção de Belo Monte em sua plena capacidade. Depreende-se daí que o país precisa do desenvolvimento, mas não sem sustentabilidade, não a qualquer custo.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |