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Impasses sobre desenvolvimento versus impacto ambiental são muito frequentes. Com a usina de Belo Monte não é diferente: causando protestos desde a criação de seu projeto (1975), a usina parece esbarrar cada vez mais em empecilhos à sua construção. São problemas de cunho ambiental, social e de infraestrutura.
De fato, Belo Monte irá causar todos os problemas que os especialistas apontam. É preciso, porém, analisar criteriosamente se o país necessita ou não de mais energia e se tem condições de recorrer a outras fontes alternativas – solar eólica e nuclear [solar, eólica ou nuclear].
Quanto à questão do desmatamento, infelismente [infelizmente] não há solução: ou destrói-se a área, ou o país deixa de crescer ou o governo investe dinheiro em energia cara, que não será suficiente e que mais futuramente irá requerer a construção de outra usina.
Itaipu é um bom exemplo de que as consequências da construção de hidrelétricas não são tão desastrosas como pintam os ambientalistas. Além de ter alagado as Sete Quedas – beleza natural e atrativo turístico da região -, a obra também interferiu na fauna, flora e vida da população que ali residia. Tudo isso, aos poucos, foi se estabilizando com a ajuda de controle ambiental.
No atual andamento em que a obra está [,] o governo não irá desistir de concluí-la – se o fizesse também seria desperdício de recursos que são tão necessários em outras áreas. Resta, portanto, a tarefa de planejar e tentar amenizar os impactos que a obra irá causar.