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Sede das Olimpíadas e da Copa do mundo. Alvo de imigrantes. Sexta maior economia do globo. Não há dúvida de que o Brasil cresceu e continua crescendo. Tal crescimento, todavia, traz não só satisfação, mas também um inflamado debate acerca da demanda energética brasileira atual, causada pelo crescente aumento do PIB e das atividades industriais. Discute-se, então, sobre as consequências da construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, projeto responsável por incrementar a disponibilidade de energia no Brasil.
Primeiramente, observa-se que a construção de uma usina hidrelétrica implica a [na] inundação de uma grande área ocupada não só pela população das proximidades da usina, como também por espécies vegetais e animais, quiçá, únicas da região amazônica. A Amazônia é um ecossistema com imensurável biodiversidade ainda não totalmente identificada. Vale a pena destruir tão preciosa área quando se pode suprir essa demanda com outras formas de energia?
A hidrelétrica de Belo Monte é defendida por ser uma forma de energia praticamente limpa. Por esse viés, o crescimento do Brasil garante sua capacidade de investir na energia nuclear, que também é limpa. É certa a insegurança da população nessas usinas após os acontecimentos que assolaram o Japão, um país instável, situado entre quatro placas tectônicas. O Brasil, por outro lado, é bastante estável, encontrado no centro de uma. Desse modo, a energia nuclear, muito utilizada pelos europeus, é uma boa substituta para as hidrelétricas e suas procedências ambientais.
Além disso, a problemática da usina transcende questões ambientais, pois os reservatórios da hidrelétrica Belo Monte serão preenchidos com as águas do rio Xingu, imprescindível para o modo de vida dos indígenas da região. O debate segue o curso social assim sendo. As tribos da região necessitam da disponibilidade de água e de peixes do rio, que, segundo estudos de especialistas, terá sua vazão reduzida, podendo, em caso extremo, secar.
Portanto, a implantação da usina de Belo Monte não é uma boa opção. Muito será prejudicado com sua construção. É possível, para o Brasil, investir em outras matrizes energéticas que não firam tanto a natureza nem os indivíduos.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
2.0 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
2.0 |
| Nota final |
8.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |