O negócio da política
Tema: Político por Vocação x Político por Profissão
O conceito de político desde seu surgimento na antiga civilização grega até a idade contemporânea sofreu drásticas transformações. Como disse Rubem Alves: o político na Grécia antiga era responsável pela segurança e ordem de uma cidade e sua vocação política proporcionava a felicidade dos moradores de tal cidade. Atualmente [,] ser político virou sinônimo de ser corrupto e ladrão.
Seja este conceito uma generalização ou não, deve-se reconhecer que existe hoje um “negócio da política”, visto que são gastas quantias enormes de dinheiro em campanhas eleitorais, o que pode ser considerado como um investimento cujos lucros serão obtidos após a eleição. Tais lucros são os gordos salários e os inúmeros auxílios que recebem os políticos que, por muitas vezes, ainda não se encontram satisfeitos e decidem apropriarem-se do dinheiro público ilegalmente.
Por outro lado, o número de políticos honestos diminui cada vez mais. Podem ser consideradas como causas dessa situação a dificuldade de competir contra candidatos que gastam muito em suas campanhas e já visando um [a um] “reembolso” e os eleitores que vendem seus votos. Sendo assim, o candidato que almeja ser honesto e fazer o melhor para a população fica fora desse esquema e dificilmente chega ao poder.
Se nem todos possuem as qualidades necessárias para ser médico, por que seria diferente para ser político? Assim como um médico deve ser qualificado e com a devida formação antes de se tornar responsável por salvar vidas, um político deve ser ético, ter a capacidade de saber o que as massas desejam, conseguir colocar o interesse público acima dos seus próprios e possuir uma formação escolar condizente com a importância do cargo que ocupará.
Se um dia nosso país tivesse prefeitos, governadores, presidentes, deputados, senadores e vereadores com essas características, a ordem, a segurança, o desenvolvimento do país e a qualidade de vida da população estariam assegurados. Mas essa fase só será alcançada quando a própria população aprender a distinguir candidatos que almejam serem políticos pelo prazer de poder transformar seu espaço daqueles que apenas querem uma boa remuneração com pouco esforço.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |