A vocação para governar
Tema: Político por Vocação x Político por Profissão
A representação democrática, surgida em Atenas, está presente em quase todos os países do mundo. No Brasil, essa representação está deturpada: fraudes, escândalos, processos, inviabilizam [processos inviabilizam a] a democracia em si. É nesse cenário, onde a honestidade é característica predominante em nossos representantes, que surge o dilema do melhor político. Mas [,] qual seria esse político: o que nasce apto a governar? Ou o que aprender [aprende] vivenciando?
A política envolve a população por completa, sem exceções. No entanto, poucas pessoas sabem sobre quem governa seu município ou estado. Para elas, as promessas e as pesquisas eleitorais são fatores essenciais para a escolha do representante. Assim, qualquer um vê se [se vê] no direito de se candidatar, aproveitando-se dessa falta de informação por parte de alguns cidadãos. Logo, a máxima de Thomas Hobbes – “O homem é o lobo do homem” – entra em ação, onde todos “devoram-se” nas campanhas em busca de votos.
Por mais que muitos pensem que o ser político é aquele que tem formação profissional ou que venha de uma família que possua histórico em cargos públicos, nem todos nascem com a vocação da liderança. Liderar requer muito mais do que julga o senso comum. É essa pré-aptidão de liderar que torna o ser político respeitável e que visa o [ao] coletivo; enquanto, o [enquanto o] profissional visa apenas o [ao] individual.
Diante disso, pode-se afirmar que a política envolve toda a população e que a representação deve ser feita por alguém que nasceu com o espírito de liderança. Deve-se, portanto, procurar aquele candidato nas eleições que realmente esteja disposto a ceder suas vontades em prol da necessidade popular. Caso contrário, caminharemos para um destino sem volta, onde todos lutarão por poder – se é que já não estamos nesse ponto.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |