Política “profissional” em detrimento do altruísmo
Tema: Político por Vocação x Político por Profissão
Na sociedade contemporânea em que vivemos, alguns valores e virtudes que deveriam ser inerentes ao ser humano, são [humano são] – como nunca antes – deixados em segundo plano em função da obsessão do homem pelo “poder” e pelo “ter” - quase que intrínsecos ao ser humano -, acentuando o individualismo nas relações sociais.
Muito se discute acerca da vocação para o ingresso na carreira política. É notório que as exigências do capitalismo e a maneira como tudo se modifica velozmente no mundo globalizado, faz [globalizado fazem] com que as pessoas se “desvinculem” de suas verdadeiras vocações, para inserirem - se no mercado de trabalho, criando [,] assim, uma forma subjacente de subsistência – nem sempre querer é poder.
Rotineiramente deparamos com profissionais formados exercendo diferentes funções, em diversos seguimentos profissionais. Há registros de garis – profissional importantíssimo no processo de limpeza urbana, todavia, mal remunerado e desvalorizado socialmente - com formação superior em engenharia, advocacia, entre outros.
A corrupção do homem desacreditou politicamente significativa parte da sociedade, e gerou um estado de anomia, resultando num inconsciente coletivo “apolítico” (Brecht chamaria de “analfabetismo político”). A política, entretanto, tem enraizada em sua verdadeiraessência, a [essência a] preocupação com a coletividade, ou seja, com os interesses e anseios do povo. Por mais que seja configurada como em exercício de trabalho – “superfaturadamente” remunerado, por sinal - a função parlamentar vai muito alem [além] do exposto; trata-se de vocação para fazer o bem, de exercer a abnegação e o altruísmo em detrimento da subjetividade – predominante nos relacionamentos sociais.
Nesse sentido, é inaceitável a “profissionalização” da política, na medida em que esta está diretamente ligada à vocação por excelência do indivíduo. Assim, torne-se necessária uma mobilização social para que, de posse desse movimento, possamos criar mecanismos para reverter esse trauma coletivo.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.0 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.0 |
| Nota final | 6.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |