Dinheiro público “necessita de proprietários”
Tema: Político por Vocação x Político por Profissão
Em meio a tantos escândalos políticos, todos tentam entender o que está acontecendo, e [acontecendo e] o que irá acontecer com o país. Os políticos parecem ser todos corruptos e, nessa situação, as pessoas se perguntam qual seria a solução para melhorar a política do Brasil.
Na realidade, o que motiva muitas pessoas a entrar na vida pública é o sonho de enriquecer facilmente e praticamente sem esforços: hoje quase todas as profissões exigem ensino fundamental e, no entanto, a todo o momento se veem políticos analfabetos. Essa carreira é, portanto, uma saída para quem quer ganhar dinheiro fácil, rápido e sem ter que investir em educação.
O que acontece, na verdade, é que as pessoas honestas, que primam pelo bem da população, nem pensam em tentar melhorar o ambiente à sua volta por meio da política, pois muitos sentem até nojo de ter que trabalhar num ambiente como se ancontram [encontram] as câmaras e o senado. De fato, isso é uma realidade, pois mesmo que a pessoa tenha boas intenções no começo, provavalmente acabará se corrompendo pelos “grandes”, afinal de contas, os homens públicos mais parecem mafiosos do que políticos.
E pensar que um dia as pessoas cuidaram do bem público apenas pelo gosto de ver a cidade em ordem. Esse desejo desapareceu da sociedade quando o capitalismo se instalou no mundo - cada um só pensa em cuidar do que é seu [,] não importando o que [com o que] acontece com o dinheiro público, que mais parece não ter dono. Os cidadãos só se esquecem de que muitas vezes são obrigados a levantar recursos próprios para o que seria de obrigação do governo, como saúde, educação etc.
Assim sendo, umas das soluções que cabem a este problema é conscientizar as pessoas de que o público é de todos, e não apenas dos políticos. Colocando isso em prática, provavelmente o gosto por fazer política reapareceria, o que levaria as pessoas a cada vez mais se interessarem e cobrarem para que um futuro melhor seja plantado.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |