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Tido como forma de protesto ou como bandeira ideológica, - porém resultante de todo o processo de atrofiamento político - este [esse] é um tema recorrente nos períodos eleitorais: o voto nulo. No entanto, esse ato não significa nada mais do que a escolha pela passividade diante do caos político atual que vivemos.
Inicialmente, deve-se analisar de maneira clara e coerente sobre as consequências que o votar nulo trará para os que optarem por este ato. Além de abdicar do direito de escolha sobre quem administrará sua cidade, estado e/ou país, há uma negligência sobre o destino dos impostos pagos, sobre as leis do Estado e sobre a qualidade de vida, uma vez que votar não é apenas um ato de cidadania, mas também o direito de escolha para melhoria do país e da vida de toda uma população.
Outrossim, declarar a nulidade desse direito, acaba [direito acaba] por beneficiar os políticos ruins, uma vez que esses precisarão de menos votos para que sejam eleitos. E além do mais, tais candidatos estarão blindados pela compra de votos e por seus partidos. Logo, votar nulo é deixar o futuro do país nas mãos da corrupção, visto que isto favorece os corruptos, que possuem muitas verbas para garantirem sua vitória.
Finalmente, é preciso o entendimento de que, tal escolha pela passividade, acarreta [sem vírgulas] na ratificação da escolha dos eleitores não conscientes e que, na maioria das vezes, corroboram com a corrupção - a partir da venda de votos - de modo que, os que têm a consciência política, permanecem [política permanecem] indignados com toda essa situação - de roubalheiras, fraudes, desvios, manipulação - e preferem manifestar-se na abdicação do seu direito de escolha, entregando as rédeas de nosso país aos mesmos que sempre a tiveram, sustentando o poder oligárquico que só atrofia o desenvolvimento e ascende a corrupção.
Portanto, o voto nulo nada mais é do que uma utopia, uma vez que a omissão em nada muda o regime político e nem mesmo o sistema corrupto vigente; resultando, apenas, em uma maneira de comprometer, negativamente [,] o futuro do país. Assim, essa forma de protesto se mostra ineficaz ao fim que se propôs,sendo uma demonstração de irresponsabilidade e a abdicação de um direito. Logo, existem formas mais interessantes de protestar, como: abaixo-assinados, protesto de rua e mobilizações pela internet. Essas que, por muitas vezes, já melhoraram de forma responsável e consciente o futuro do país.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |