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No dia das eleições, os brasileiros de forma democrática decidem quais são as pessoas que deverão representar a nação. Além de todos os candidatos possíveis e de poder votar em branco, o cidadão tem a opção de anular o seu voto. Basta digitar na urna eletrônica um número que não corresponde a nenhum existente. Esse tipo de voto não entrará na contagem oficial para decidir quem ganhou a eleição. Logo, é um voto sem valor.
Nos últimos anos, grandes escândalos de corrupção e fraudes no governo deixaram a população indignada, com um sentimento de injustiça. Como meio de demonstrar a sua revolta, alguns eleitores preferem anular o seu voto. Esquece-se muitas vezes que [de que] existem meios melhores de fazer justiça. A lei da ficha limpa, que passou a vigorar por causa de um abaixo assinado [abaixo-assinado] de mais de um milhão de assinaturas é um exemplo da força que o povo pode exercer. Há também, o [também o ] “eleitor-despreocupado”. Ele não procura conhecer os candidatos que estão concorrendo aos cargos e quando chega na hora de decidir preferem votar nulo à [a votar] em algum possível corrupto.
De fato o povo está desacreditado. Porém, é preferível escolher um candidato que satisfaça em parte os seus anseios, acreditando que ele possa fazer um bom trabalho no governo. Tal afirmação vem do fato de que a constituição prevê que mesmo com um percentual elevado de anulação, não haverá mudança no resultado final da eleição. Não há relatos na história do país de que o voto nulo tenha surtido algum efeito. A população precisa sim, cobrar [sim cobrar] dos candidatos eleitos as propostas feitas em campanha e buscar punir os que cometem algum delito. Entretanto [,] não há como um cidadão cobrar algo se ele sequer participou do processo de decisão, anulando o seu voto.
Desse modo, é perceptível a importância da participação de todos os cidadãos na escolha dos futuros representantes. Não basta anular o voto e torcer para que nenhum político corrupto se eleja. É necessário fazer parte desse processo de decisão e tentar fazer a melhor escolha possível. No âmbito político [,] Platão já afirmava: “ Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles gostam.”
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |