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Em meio a tanta turbulência política, candidatos se prestam a dizer, como em todas as eleições, que suas propostas irão mudar as cidades, por exemplo. O que se sabe, contudo, é que o cenário político do Brasil sempre esteve recheado de corrupção e a solução que mais parece acessível aos eleitores, hoje, para tentar mudar esse quadro, é votar nulo. Mas, isso resolveria mesmo o problema ou seria uma atitude silenciosa diante disso?
É bem verdade que a luta na busca pelo direito do voto, ao longo da história, significou o ganho de uma democracia digna a todos os brasileiros. Apesar disso, porém, o símbolo do voto nulo, cada vez mais intrínseco às eleições brasileiras, representa, sob a ótica da busca pelo voto, um descarte de um direito arduamente conquistado. Ainda que o quadro político pareça sem solução, votar nulo representa uma atitude passiva diante do quadro negro político brasileiro.
Além disso, o “efeito dominó” de corrupção que parece não acabar mais, que se destaca, por tal motivo, os governos Collor e Sarney, acaba por influenciar as pessoas a votar nulo, como forma de protesto. Isso revela que, em nossa sociedade, a indignação é tamanha que chega ao ponto de os eleitores recusarem os candidatos. Ainda assim, é preciso que lutamos [lutemos] a favor de um país digno, votando e escolhendo o melhor candidato, pois anular o voto pode transfigurar-se como uma atitude invisível.
Desse modo, é fundamental que, para realmente exercermos nossa cidadania, possamos votar em candidatos que possam ter uma índole aceitável, no que tange às propostas de governo. Cobrar as promessas é importantíssimo e, além do mais, ter a consciência democrática, exercendo verdadeiramente a cidadania, são atos primordiais para uma política menos corrupta.