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O movimento dos diretas já, durante a década de 1980, resultou numa redemocratização da política brasileira. O voto direto, consolidado a partir de 1989, permitiu ao povo brasileiro a oportunidade de melhorar a situação vigente. Uma parte da população, através do voto nulo, não partilha a mesma ambição e "joga fora" o seu maior direito, o de decidir o seu futuro.
Votar no Brasil, ao contrário do que ocorre em outras democracias, como a estadunidense, é obrigatório, ou seja, um dever e não um direito. Segundo uma pesquisa do Datafolha, 50 % dos entrevistados são contra essa obrigação e, apenas, 45% a favor. Isso, talvez, explica porque muitos cidadãos brasileiros anulam esse direito cívico.
Anular o voto não trás [traz] nenhum benefício e não é capaz de mudar o cenário político atual. Ele não é um meio de protesto contra os problemas políticos, como a corrupção, mas sim uma amostra da falta de inteligência de um indivíduo, porque dá-se a entender, até, que ele errou ao digitar os números; o voto branco também não é uma forma de protesto, pois ele é somado aos votos do candidato mais votado.
Além do mais, com o voto nulo, o cidadão perderá a chance, no futuro, de cobrar as promessas, mesmos [mesmo] que sejam irreais, que os candidatos fizeram. Agora, a decisão oposta, além de proporcionar essa oportunidade, demonstra que há interesse na mudança para um mundo melhor e faz ter sido válido as grandes conquistas da democracia nacional, como o voto secreto e o da mulher nos anos de 1930 e o voto direto em 1989.
Não deve-se [Não se deve], portanto, ignorar um direito que levou bravos anos para ser conquistado. O modo mais incisivo para mudar o panorama atual é votar consciente e em um candidato capaz de amenizar essa situação, e que, de preferência, não esteja incluído na ficha suja. Também é importante divulgar e conscientizar a população, através de ONGs [,] por exemplo, do poder que ela tem nas mãos e do que ele pode fazer. Essas, dentre outras medidas, são importantes, pois acreditar é, acima de qualquer coisa, nunca anular.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
7.5
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |