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Vivemos, sem dúvidas, em uma geração privilegiada quanto ao histórico político do Brasil. Após décadas de regimes oligárquicos e ditatoriais, repressões, perseguições, anistias; podemos, hoje, usufruir do mais abrangente sistema político já implantado no país no qual o voto pode ser exercido com nítida liberdade. Entretanto, alguns eleitores parecem desprezar o momento que vivemos ao omitirem-se da participação.
É de fácil percepção que problemas de corrupção, peculato, má administração – entre outros relevantes – estão presentes em nosso cotidiano. Contudo, estas ilegalidades não são recentes. No período da República Velha, por exemplo, a manipulação de votos e fraudes em eleições eram constantes. Além disso, os atos institucionais concediam aos militares governantes direitos inconstitucionais. Porém, apesar dessas práticas, uma enorme massa populacional não se mostrou passiva – movimentos como as Diretas Já e a Passeata dos Cem Mil são exemplos disso. Assim, que motivos teríamos, hoje, para nos silenciarmos diante da possibilidade de expressão, principalmente, por meio do voto?
As diversas ilegalidades noticiadas que são cometidas por políticos exemplificam outra vantagem da geração atual: o acesso à informação. Uma característica marcante da nossa sociedade é a rapidez com que ideias e fatos são disseminados. Muitos eleitores, inclusive, devido à frequência de irregularidades transmitidas, se sentem [sentem-se] desestimulados a irem às urnas, acomodando-se. Nesse contexto, os meios de comunicação, se utilizados de maneira correta, constituiriam uma poderosa ferramenta em favor de uma democracia mais humana.
Dessa forma, percebe-se que, para uma melhora na administração do país, a participação política da população é fundamental inclusive por intermédio do voto. Entretanto, além de exercê-lo conscientemente [,] é necessário que o eleitor mantenha uma vigília constante após as eleições a fim de fiscalizar os políticos. Além disso, o excesso de cargos comissionados nos órgão governamentais favorece a ocorrência de atos ilícitos, sendo plausível, por exemplo, preenche-los [preenchê-los]com o auxílio de concursos públicos. Protesto se faz com voz e [,] neste [nesse] caso, também com voto.