Não pare agora... Tem mais depois da publicidade ;)
Vivemos, sem dúvidas, em uma geração privilegiada quanto ao histórico político do Brasil. Após décadas de regimes oligárquicos e ditatoriais, repressões, perseguições, anistias; podemos, hoje, usufruir do mais abrangente sistema político já implantado no país no qual o voto pode ser exercido com nítida liberdade. Entretanto, alguns eleitores parecem desprezar o momento que vivemos ao omitirem-se da participação.
É de fácil percepção que problemas de corrupção, peculato, má administração – entre outros relevantes – estão presentes em nosso cotidiano. Contudo, estas ilegalidades não são recentes. No período da República Velha, por exemplo, a manipulação de votos e fraudes em eleições eram constantes. Além disso, os atos institucionais concediam aos militares governantes direitos inconstitucionais. Porém, apesar dessas práticas, uma enorme massa populacional não se mostrou passiva – movimentos como as Diretas Já e a Passeata dos Cem Mil são exemplos disso. Assim, que motivos teríamos, hoje, para nos silenciarmos diante da possibilidade de expressão, principalmente, por meio do voto?
As diversas ilegalidades noticiadas que são cometidas por políticos exemplificam outra vantagem da geração atual: o acesso à informação. Uma característica marcante da nossa sociedade é a rapidez com que ideias e fatos são disseminados. Muitos eleitores, inclusive, devido à frequência de irregularidades transmitidas, se sentem [sentem-se] desestimulados a irem às urnas, acomodando-se. Nesse contexto, os meios de comunicação, se utilizados de maneira correta, constituiriam uma poderosa ferramenta em favor de uma democracia mais humana.
Dessa forma, percebe-se que, para uma melhora na administração do país, a participação política da população é fundamental inclusive por intermédio do voto. Entretanto, além de exercê-lo conscientemente [,] é necessário que o eleitor mantenha uma vigília constante após as eleições a fim de fiscalizar os políticos. Além disso, o excesso de cargos comissionados nos órgão governamentais favorece a ocorrência de atos ilícitos, sendo plausível, por exemplo, preenche-los [preenchê-los]com o auxílio de concursos públicos. Protesto se faz com voz e [,] neste [nesse] caso, também com voto.
Correção tradicional
| Critério |
Observações |
Nota |
| Adequação ao Tema |
Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no
vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. |
1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea |
Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim
como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes
de referência.
|
1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual |
Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero
textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a
serviço do projeto de texto. |
2.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua |
Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma,
verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. |
1.5 |
| Coesão e Coerência |
Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção
frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos
sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. |
1.5 |
| Nota final |
8
|
|
Legenda de competências
| Competência |
Descrição |
| 1 |
Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 |
Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de
conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 |
Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa
de um ponto de vista |
| 4 |
Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a
construção da argumentação |
| 5 |
Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |