Envergonhando os guerreiros
Tema: Voto nulo: funciona?
Nas primeiras eleições republicanas realizada [realizadas] no Brasil só podiam votar uma pequena parcela da população, a elite. Porém, passado [passadas] algumas décadas [,] o cenário é outro. Hoje [,] todos os cidadãos maiores de 16 anos têm já tem o [têm o] direito de exercer a democracia. Só que alguns indivíduos em vez de escolher seus representantes, acabam por votar nulo como um meio de protestar contra a corrupção que domina a política.
Votar antigamente era apenas um privilégio restrito aos homens da elite brasileira. Em 1934, as mulheres ganharam o direito de eleger seus candidatos, com a Constituição de 1988 foi a vez dos analfabetos conseguirem o mesmo. Isso só foi possível através de lutas populares. E hoje, os indivíduos envergonham aqueles que foram para aos “campos de batalha’ defender o sufrágio universal, votando em políticos corruptos ou nulo, deixando de escolher alguém de boa conduta.
Esse tipo de prática não é nova, ela é realizada por anarquistas desde século XIX e perdura até hoje. Estes são contrários ao Estado e afirmam que ele induz o homem a [à] corrupção. Entretanto, não são somente os anárquicos que votam nulo, uma grande parcela de capitalistas também o faz.
É um erro achar que o votar nulo pode mudar a política brasileira. Os cidadãos acham que com essa prática vão diminuir os números de candidatos corruptos que vencem as eleições. Pelo contrário, isso é um ato de passividade do eleitor diante da obscura política brasileira que aumenta e muito a chance deles ascenderem a uma vaga no poder Executivo ou Legislativo.
Diante disso, o melhor a se fazer é pesquisar sobre os candidatos e ir às urnas exercer o direito que muitos lutaram para que ele fosse realizado por todos, independentemente do sexo e das condições financeiras. Porque é apenas com participação política que os o [o] cenário político poderá ser mudado e não com a passividade dos eleitores.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.5 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.5 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 1.5 |
| Nota final | 7.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |