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O voto nulo era uma ideia básica dos anarquistas, um dos movimentos históricos do seculo XIX. Para eles, votar nulo era uma condição para manter a própria liberdade, se recusando [recusando-se] a entregá-la nas mãos de um líder. No século XXI, esse discurso utópico está empoeirado, mas há quem se pergunte se um pouco de utopia de 1930 não serviria como uma opção coerente diante de tantos problemas e absurdos da democracia.
Segundo o sociólogo Edson Posseti, ''A democracia virou um espetáculo de televisão que emerge apenas durante a época de eleições''. Enquanto um país é democrático, outros buscam os direitos que estão corrompidos, como no Oriente Médio que foi palco em 2011 da Primavera Árabe - manifestações por direitos e democracia.
A corrupção do país gera um quadro desagradante para milhões de pessoas, já que tais escolhem seus representantes para um país melhor, sendo que mais cedo ou mais tarde seria denunciado por participação em esquema de corrupção. Ficando claro o mensalão, que reúne centenas de políticos, sendo questionados e julgados por lavagem de dinheiro, propina e caixa 2.
Portanto, o voto nulo é uma escolha como outra qualquer, porém ira acarretar mais corrupção por favorecer os patrimonialistas(ladrões). Pois tal tem dinheiro para gastar nas campanhas politicas e contam com a desinformação do eleitor. Contudo, se cria [cria-se] um âmbito questionável não só sobre os exercícios da democracia, como também quem melhor escolheremos para nos representar.