felicidade clandestina
Tema: Felicidade e Sociedade de Consumo
Desde que o capitalismo entrou pela porta da frente de nossas casas que deixamos de consumir para viver e passamos a viver para consumir. O problema maior é que, com o consumo exagerado, e a sofreguidão da maioria da população por não conseguirem pagar suas contas, automaticamente colocamos a felicidade no consumo: ser feliz quando as contas estiverem pagas, ou possuir o carro do ano, ou comprar a casa de praia.
Mas nem sempre foi assim. E ainda há poucas cidades com resquícios do paraíso onde se tem o que precisa para viver, assim, sobra tempo pra aprender o que é a vida. A vida sem depender [do] consumo, da loucura que é viver numa sociedade que não apenas quer, mas exige acumulo [acúmulo] de capital. Uma [Em uma] cidade japonesa [,] onde se é pratica [,] além do budismo, a total ruptura com o consumo, foi feita uma pesquisa sobre o nível de felicidade: uma esmagadora parcela da população demonstrava-se muito feliz e contente com a vida.Crescemos, por assim dizer, desde os tempos dos índios: a humanidade usou a tecnologia para muitos fins, inclusive para prolongar o tempo de vida, mas a vida em si, está sendo mais bem aproveitada?
O sol nos acaricia todos os dias, as árvores e flores estão todos os dias, esperando para que sintamos seu aroma, usemos da sua sombra, ou apreciemos sua beleza; cabe a cada um, olhar, apreciar... Ou pensar no relógio que nos chama para o trabalho e esperar um novo produto ser lançado, com muita felicidade instantânea dentro.
Para o mundo, não faz muita diferença nós abraçamos [abraçarmos]os joelhos à noite, no escuro, gritando, clamando por felicidade; ou se deita [deitarmos] pensando alegremente no dia de amanhã. Libertemos nossas felicidades clandestinas! Aquelas que deixamos para praticá-las quando nos sentiremos seguros: nunca estaremos; portanto, libertai! Existem sete milhões de pessoas no mundo, e a Terra não é o centro do universo. O ciclo vai continuar. Nós estando atentos ou não.
Correção tradicional
| Critério | Observações | Nota |
|---|---|---|
| Adequação ao Tema | Avalia se o texto consegue explorar as possibilidades de ideias que o tema favorece. Como no vestibular, a redação que foge ao tema é zerada. | 1.5 |
| Adequação e Leitura Crítica da Coletânea | Avalia se o texto consegue perceber os pressupostos da coletânea, assim como fazer relação entre os pontos de vista apresentados e outras fontes de referência. | 1.0 |
| Adequação ao Gênero Textual | Avalia se o texto emprega de forma adequada as características do gênero textual e se consegue utilizá-las de forma consciente e enriquecedora a serviço do projeto de texto. | 1.0 |
| Adequação à modalidade padrão da língua | Avalia se o texto possui competência na modalidade escrita. Dessa forma, verifica o domínio morfológico, sintético, semântico e ortográfico. | 1.5 |
| Coesão e Coerência | Avalia se o texto possui domínio dos processos de predicação, construção frasal, paragrafação e vocabulário. Além da correta utilização dos sinais de pontuação e dos elementos de articulação textual. | 0.5 |
| Nota final | 5.5 |
Legenda de competências
| Competência | Descrição |
|---|---|
| 1 | Domínio da modalidade escrita formal |
| 2 | Compreender a proposta e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o texto dissertativo-argumentativo em prosa |
| 3 | Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações em defesa de um ponto de vista |
| 4 | Conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação |
| 5 | Proposta de intervenção com respeito aos direitos humanos |